Novo regime de concessão de vistos de residência para o trabalho sazonal de outros países vai facilitar a agricultura

[Fonte: Global Workers]

NOVO REGIME DE CONCESSÃO DE VISTOS DE RESIDÊNCIA PARA O EXERCÍCIO DE TRABALHO SAZONAL A NACIONAL DE ESTADO TERCEIRO

A transposição, em 28 de agosto de 2017, da Diretiva 2014/36/ da União Europeia introduziu profundas alterações Lei que regula as regras, os termos e condições, bem como, os procedimentos referentes à contratação de cidadãos estrangeiros para o exercício de actividade profissional subordinada.

Foi introduzido um novo regime de concessão de vistos de residência para o exercício de trabalho sazonal a nacional de Estado terceiro (por ex., Brasil, Índia, Nepal, Bangladesh, Filipinas, Tailândia, etc.), designadamente, o visto de curta duração para trabalho sazonal, por período igual ou inferior a 90 dias, previsto no artigo 51.º -A da Lei n.º 23/2007, de 4 de julho – prorrogável até 9 meses.

A decisão do pedido para este novo visto para trabalho sazonal tem que ser decidido pelos postos consulares em 30 dias (não 60 como nos outros regimes) e não exige qualquer intervenção, documento ou parecer por parte do IEFP, SEF ou ACT – basta que o requerente deste tipo de visto (cidadão estrangeiro residente em país terceiro) seja titular de contrato de trabalho ou promessa de contrato de trabalho válidos para exercício de trabalho sazonal, celebrado com empresa de trabalho temporário ou empregador estabelecido em território nacional que identifique o local, o horário e o tipo de trabalho, bem como a respetiva duração, a remuneração a auferir e a duração das férias pagas a que tenha direito.

Trata-se de uma modalidade de contratação de cidadãos estrangeiros de países terceiros muitíssimo menos complexa e burocrática, mais rápida e ajustada às necessidades do tecido empresarial.

O Despacho n.º 745/2018 do Gabinete do Secretário de Estado do Emprego – publicado em 17 de Janeiro (há duas semanas) determinou:

1 — São setores de emprego onde existe trabalho sazonal, os seguintes:

a) Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca (Divisões 1, 2 e 3 da CAE Rev.3);
b) Alojamento, restauração e similares (Divisões 55 e 56 da CAE Rev.3);
c) Indústrias alimentares, das bebidas e tabacos (Divisões 10, 11 e 12 da CAE Rev.3);
d) Comércio por grosso e a retalho (Divisões 46 e 47 da CAE Rev.3);
e) Construção (Divisões 41, 42 e 43 da CAE Rev.3);
f) Transportes terrestres (Divisão 49 da CAE Rev.3).

Os gerentes ou administradores de firmas que desenvolvem actividade económicas numa destas divisões (neste caso em particular, a agricultura) ou empresas de trabalho temporário (ETTs) que prevêem sentir dificuldades em fazer face às necessidades SAZONAIS de mão de obra, poderão socorrer-se deste novo regime de vistos para trabalho sazonal.

Comente este artigo
Anterior Site estará em manutenção hoje (sábado) entre as 22h00 e as 03h00
Próximo A Agricultura na Palma da Mão! Ter ou não ter eis a questão! - Sílvia Mocho

Artigos relacionados

Notícias PAC pós 2020

PAC: Asaja respalda contar con un único Plan Estratégico nacional que uno por cada CCAA

Asaja prefiere un único Plan Estratégico nacional “que recoja todas las sensibilidades y especificaciones de las comunidades autónomas que uno por cada CCAA, […]

Nacional

Seca – Campanha de Rega 2018 será preocupante

O ano 2018 antevê-se preocupante face às escassas disponibilidades de água. A precipitação não tem sido em quantidade suficiente para fazer recuperar os níveis de armazenamento das albufeiras, […]

Últimas

A mãe deixou-lhe a terra e ele deixou a multinacional em Madrid para se tornar agricultor no Alentejo

Há nove anos a trabalhar no campo, “do lado português da fronteira”, o agricultor, oriundo da cidade espanhola de Badajoz, de 37 anos, […]