Na hora de semear as Listas de Variedades Recomendadas ajudam à decisão

Na hora de semear as Listas de Variedades Recomendadas ajudam à decisão

A recomendação de variedades baseada em informação independente, surgiu da necessidade de valorizar a produção de trigo e cevada em Portugal.

Esta recomendação é feita através de Listas de Variedades Recomendadas – LVR – para trigos e cevadas de qualidade. Trata-se de uma iniciativa de fileira (produção, investigação e indústria) na identificação das variedades melhor adaptadas às principais zonas produtoras de cereais em Portugal e que melhor servem os interesses de todos os intervenientes da fileira. Para a próxima época de sementeiras já é pública a Lista de Variedades Recomendadas de Trigo Mole e Trigo Duro.

No Trigo Mole, para a classe de melhorador são recomendadas as variedades Antequera, Galega, Rebelde (variedade de ciclo longo, aconselha-se sementeira precoce) e Valbona. Na classe semi-corretora a lista contempla as variedades Azul, Nogal, Paiva (em processo de concessão) e Roxo. Em avaliação estão variedades sujeitas a 1 ou 2 anos de ensaios e que carecem de confirmação do valor agronómico e qualidade tecnológica. Com 2 anos de ensaios: Acorazado, Bisanzio, Bologna, Ingenio e com 1 ano de ensaios: Aficion, Giorgione, Macareno.

No caso do Trigo Duro, e para a Classe A, as recomendações são Celta; Don Norman; Don Ricardo; Vadio e Fado, estando as duas últimas em processo de concessão. Em estudo estão variedades sujeitas a 1 ou 2 anos de ensaios e que carecem de confirmação do valor agronómico e qualidade tecnológica. Com 2 anos de ensaios encontra-se a Aventadur, Antalis e TE1203 (linha avançada do Programa de Melhoramento Genético de Cereais Autogâmicos do INIAV-Elvas) e com um ano de ensaios a Athoris e Teodorico. Já as avaliações fenológicas e agronómicas foram da responsabilidade do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV-Elvas) e da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Beja. Já as avaliações de qualidade tecnológica estiveram a cargo das empresas Ceres/Germen, Cerealis, INIAV-Elvas e IPBeja/ESA.

Artigo completo publicado na Revista Voz do Campo, edição n.º 231 (novembro 2019).

O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

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