Mau tempo: PSD reivindica calamidade para prejuízos provocados na Cova da Beira

Mau tempo: PSD reivindica calamidade para prejuízos provocados na Cova da Beira

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Comissão Distrital de Castelo Branco do PSD defende que esse instrumento deve ser acionado no “menor espaço possível de tempo” e reivindica a aprovação de uma linha de crédito e apoios a fundo perdido.

“Esta é uma crise transversal a todo o setor hortofrutícola. É essencial uma intervenção governativa, criando uma linha de crédito específica para este território e criando mecanismos de apoio para a elaboração de candidatura às linhas de reposição de capacidade produtiva do PDR 2020, algumas das quais a fundo perdido”, aponta.

Os sociais-democratas lembram que, além das quebras que já se registavam, nomeadamente na produção de cereja, e que os danos causados pela tempestade do fim de semana aumentaram, os prejuízos já andam “na ordem dos 20 milhões de euros”.

“Numa fase em que o país e a região estão num processo de recuperação de uma crise sanitária, é fundamental o apoio do Estado a um setor de enorme influência económica com um impacto extraordinário na vida de muitos beirões e que, numa questão de minutos, perderam um ano de árduo trabalho”, é referido.

A tempestade de chuva, granizo e vento que, no domingo, atingiu a região, destruiu grande parte das culturas agrícolas.

Agricultores, associações e autarquias falam em perdas “elevadíssimas” e frisam que há casos de produções que ficaram afetadas já para o próximo ano.

Os autarcas dos concelhos do Fundão e da Covilhã também já apelaram à intervenção do Governo, e Belmonte declarou o estado de calamidade municipal.

O Ministério da Agricultura também já indicou, em comunicado, que está a avaliar os estragos decorrentes do temporal de domingo, que afetou sobretudo as regiões Norte e Centro, ponderando ainda a possibilidade de criar uma linha de crédito para apoiar os produtores.

De acordo com o mesmo documento, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, admitiu ainda a possibilidade de utilizar uma medida de prevenção de calamidades e catástrofes naturais para apoiar investimentos “destinados a reduzir ou prevenir o impacto de catástrofes naturais, fenómenos climáticos adversos ou acontecimentos catastróficos”.

A medida em causa poderá permitir aos produtores das duas regiões instalar equipamentos como redes antigranizo, apontou.

O artigo foi publicado originalmente em SAPO 24.

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