Mau tempo: PCP quer que Governo não falte com apoio a agricultores afetados

Mau tempo: PCP quer que Governo não falte com apoio a agricultores afetados

A eurodeputada do PCP Sandra Pereira espera que o Governo “não falte com o apoio necessário” para as populações fazerem face aos prejuízos provocados pelas inundações do Baixo Mondego, ocorridas na semana passada.

“A situação parece muito grave” e “os agricultores e a população em geral esperam que o Governo não falte com o apoio necessário para fazerem fase aos prejuízos” causados pelas inundações do rio Mondego no concelho de Montemor-o-Velho, disse à agência Lusa a eurodeputada comunista, depois de se ter deslocado, na manhã de hoje, à cooperativa agrícola local e a algumas das zonas mais atingidas pelas cheias.

Partilhando lamentos que ouviu durante a visita, Sandra Pereira lembrou que, há cerca de um ano, foi a tempestade Leslie a causar elevados danos na região e agora são as inundações provocadas pelas depressões Elsa e Fabien, agravadas pelo rebentamento de dois diques.

Os agricultores também “querem que a obra hidroagrícola do Baixo Mondego, iniciada há 40 anos, seja terminada” e de acordo com as necessidades e os objetivos em função dos quais foi idealizada, salientou.

A deputada do PCP no Parlamento Europeu referiu ainda que é necessária a manutenção de toda a infraestrutura, dado conta das “preocupações” que lhe foram transmitidas por habitantes da região, que – sustentou – “precisam de segurança” e “não podem voltar” a ser confrontados como “situações como esta”.

As inundações dos últimos dias “não podem voltar a acontecer”, sublinhou.

Os eurodeputados comunistas portugueses vão, entretanto, questionar a Comissão Europeia sobre os fundos de poderá dispor para apoiar as populações atingidas pelas cheias do Baixo Mondego e, por outro lado, para aplicar em “obras estruturais”, que garantam “mais qualidade de vida e segurança” a quem ali vive, adiantou Sandra Pereira.

O Baixo Mondego “tem um elevado potencial em termos agrícolas”, que deve ser explorado, mas garantindo “mais qualidade de vida e segurança” às populações, concluiu a eurodeputada, sublinhando que “as pessoas temem que este tipo de situações seja cada vez mais frequente”.

Os efeitos do mau tempo da semana passada, na sequência das depressões Elsa e Fabien, provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo levou também a condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, danos na rede elétrica e a subida dos caudais de vários rios, provocando inundações em zonas ribeirinhas das regiões Norte e Centro, em particular no distrito de Coimbra.

No rio Mondego, a rutura de dois diques provocou cheias em Montemor-o-Velho, onde várias zonas foram evacuadas e uma grande área, incluindo muitas plantações, estradas e o Centro de Alto Rendimento, ficou submersa.

A situação começou a ter na segunda-feira os primeiros sinais positivos de melhoria e diminuição do grau de risco, segundo a Proteção Civil.

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