Manual de Boas Práticas de Maneio Para Produtores Pecuários em Área de Lobo. Já conhece?

A Câmara Municipal de Paredes de Coura, a Associação Aldeia e o CIBIO  acabam de publicar o “Manual de Boas Práticas de Maneio Para Produtores Pecuários em Área de Lobo”. Uma publicação que contou com a participação do ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

A Casa da Biodiversidade, em Castanheira, é uma base de campo do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, promovida pela Câmara Municipal de Paredes de Coura, que dedica especial atenção à temática do lobo.

Na sequência de contactos prévios foi apresentado ao Departamento de Conservação da Natureza e Biodiversidade do Norte o desafio de participar em sessões de esclarecimento sobre o lobo e prejuízos em animais domésticos.

Sessões de debate

Desafio aceite, foram organizadas pelo Município de Paredes de Coura quatro sessões – duas em Paredes de Coura, uma em Labrujó/Ponte de Lima e outra em Gondelim/Valença – que contaram com a colaboração do CIBIO e Aldeia (associação que tem como objectivo contribuir para um desenvolvimento sustentável, fundamentado na conservação da Natureza e na preservação da cultura e tradições que sobrevivem nos meios rurais).

Decorreram entre Junho e Setembro, tendo o ICNF sido representado por elementos da equipa que vistoria e aprecia os prejuízos de lobo na região Norte, incluindo a chefe da Divisão de Áreas Classificadas.

Agricultores afectados pelo lobo

Nas sessões estiveram presentes produtores e agricultores locais que, motivados pela temática, expuseram dúvidas, receios e fizeram observações, nomeadamente no âmbito da revisão do regime de conservação do lobo-ibérico e regras para o pagamento da indemnização por danos causados directamente pela sua acção.

Neste contexto foi produzido e distribuído o Manual, explica o ICNF.

Pastoreio de animais domésticos em zona de lobo

Explica o Manual que “a presença do lobo é uma ocorrência natural, e tal como as doenças, condições climatéricas extremas ou desastres naturais, deve ser assumida como um risco natural. Assim sendo, nas explorações de gado de pastorícia extensiva, os proprietários pecuários deverão adaptar-se a essa situação e tomar todas as medidas necessárias para a protecção dos seus animais”.

Pode descarregar o Manual completo aqui.

Agricultura e Mar Actual

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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