Live: Castas, uma Ferramenta de resiliência climática

Utilizando modelos climáticos e registos históricos dos padrões de maturação das uvas, os cientistas demonstraram que cerca de 50% das actuais áreas vitícolas do planeta não serão climaticamente adequadas para as suas actuais castas se as temperaturas aumentarem 2°C. Espera-se que as alterações climáticas imponham novos desafios a esta selecção de castas no longo prazo. De facto, é muito provável que as alterações climáticas tenham efeitos importantes na qualidade e no estilo do vinho, o que a longo prazo pode causar mudanças geográficas nas castas e áreas de produção. Por outro lado, testemunhamos que as uvas tendem a ser colhidas cerca de 2 semanas antes do que era habitual.
As castas PIWI, utilizadas em algumas regiões vinícolas, surgem como uma solução potencial, uma vez que são resistentes ao clima e quase não requerem tratamentos químicos.

A escolha da solução correcta para lidar com os impactos climáticos a longo prazo é crucial. Os viticultores devem planear a adaptação às alterações climáticas, mas será que temos conhecimentos suficientes sobre castas e os seus clones para fazer uma escolha? Os porta-enxertos também podem fazer parte da solução? Que dados temos de considerar ao tomarmos estas decisões? Os regulamentos não são demasiado rigorosos para seleccionar diferentes castas quando se produzem vinhos certificados?

Nesta Climate Talk vamos explorar as tendências nas escolhas das castas na vinha e nos vinhos em todo o mundo, e quais são as soluções a longo prazo que os produtores possam considerar adoptar nas suas vinhas. Contamos com produtores de diferentes partes do mundo que já estão a liderar a experimentação de diferentes abordagens com castas, como uma ferramenta de resiliência.

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