A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) apelaram hoje ao Governo que avance com um pacote coerente e eficaz de medidas, perante a preocupação de perder competitividade face a Espanha.
Em comunicado conjunto, a produção (CAP) e a distribuição (APED) “consideram urgente que o Governo avance com um pacote coerente e eficaz de medidas que promova condições de concorrência mais equilibradas, reduza custos de contexto e apoie de forma concreta e visível a produção nacional, salvaguardando o acesso a bens essenciais e a confiança dos consumidores”.
A CAP e a APED advertem que “a inação ou atraso na resposta a este desafio comprometerá ainda mais a posição competitiva de Portugal, com consequências negativas para empresas, produtores e consumidores”.
As duas entidades, no contexto da situação no Médio Oriente, “expressam a sua especial preocupação com o risco crescente de perda de competitividade da economia portuguesa face a Espanha, amplamente agravada pela atual crise dos preços da energia e dos combustíveis, com impactos muito evidentes ao longo de toda a cadeia de valor, da produção ao consumo”.
A CAP e a APED, “apesar de representarem setores com perspetivas e interesses próprios, mas complementares, na cadeia de abastecimento, fundamental para assegurar a entrega de bens essenciais para às famílias portuguesas — e reconhecendo que podem existir diferenças quanto às soluções a adotar —, ambas as organizações convergem no diagnóstico”.
Este diagnóstico é que “o atual enquadramento económico, fiscal e regulatório, e a demora a reagir com determinação à escalada dos preços da energia e dos combustíveis, tem vindo a penalizar a capacidade competitiva das empresas nacionais face a Espanha, aprofundando assimetrias, e debilitando o tecido produtivo e que, em breve, acabará por fragilizar o poder de compra dos consumidores”.
No comunicado, “CAP e APED reafirmam, assim, conjuntamente, a sua disponibilidade para colaborar construtivamente na definição de soluções que reforcem a competitividade do país, no respeito pelas especificidades de cada setor, mas com um objetivo comum: um mercado mais dinâmico, competitivo e sustentável para todos e que ajude os consumidores a ultrapassarem as dificuldades decorrentes do aumento do preço da energia”.















































