Investimento em Cabo Verde aumenta mais de 50% no primeiro trimestre com Portugal a liderar

Investimento em Cabo Verde aumenta mais de 50% no primeiro trimestre com Portugal a liderar

Cabo Verde garantiu mais de 3.140 milhões de escudos (28,4 milhões de euros) em Investimento Direto Estrangeiro (IDE) no primeiro trimestre de 2019, um aumento homólogo de 55,3%, com Portugal a liderar na origem dos investimentos.

De acordo com dados compilados esta segunda-feira pela Lusa a partir do último relatório estatístico do Banco de Cabo Verde, de agosto, o volume de IDE português naquele país africano foi de mais de 542 milhões de escudos (4,9 milhões euros) no primeiro trimestre, valor que compara com o registo negativo de 10,6 milhões de escudos (96 mil euros) no período homologo de 2018.

O investimento português em Cabo Verde no primeiro trimestre de 2019 foi ainda superior a qualquer um dos trimestres de 2018.

No total do ano passado, Cabo Verde contabilizou 9.300 milhões de escudos (84,1 milhões de euros) de IDE, com Espanha a liderar, com 1.925 milhões de escudos (17,4 milhões de euros), seguida de Portugal, com 1.003 milhões de escudos (nove milhões de euros).

Em apenas três meses de 2019, o investimento direto português em Cabo Verde já representa metade do registado em todo o ano de 2018.

Depois de Portugal, a lista dos principais investidores estrangeiros em Cabo Verde integra ainda o reino Unido, com 98,3 milhões de escudos (890 mil euros) e a Espanha, com 80,6 milhões de escudos (730 mil euros).

De acordo com dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a comunidade portuguesa em Cabo Verde desenvolve atividades nas áreas do comércio, incluindo a distribuição alimentar e de bebidas, na hotelaria e restauração, na construção civil e metálica, entre outros.

No anual discurso sobre o Estado da Nação, em 31 de julho, na Assembleia Nacional, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, afirmou que a comunidade internacional olha para Cabo Verde como “um exemplo de país democrático, estável, seguro, credível e confiável, de baixos riscos políticos, sociais e reputacionais”.

“Um país em que a paz social impera. Um país com a ambição de atingir o desenvolvimento sustentável. É esta ambição que nos coloca no radar internacional como um país com futuro”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

O artigo foi publicado originalmente em Observador.

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