Incêndios. Vila Real posiciona brigadas no terreno para combate inicial ser mais rápido

Incêndios. Vila Real posiciona brigadas no terreno para combate inicial ser mais rápido

O distrito de Vila Real está a apostar no pré-posicionamento de brigadas de bombeiros em locais estratégicos para um ataque inicial mais rápido aos incêndios, disse esta segunda-feira o comandante distrital de operações de socorro (CODIS).

Álvaro Ribeiro afirmou que o objetivo passa por antecipar a colocação dos meios em locais estratégicos e definidos de acordo com a carta meteorológica, analisando a humidade relativa do ar, a temperatura e o vento, que é considerado um “fator muito destabilizador”, bem como a ocupação do solo e o histórico de incêndios.

“Colocar meios para que a sua intervenção no ataque inicial seja célere. O incêndio não nasce grande, nasce pequeno, nas a velocidade de propagação contraria às vezes esta movimentação de meios, portanto temos que estar lá e, por isso, se identificam um conjunto de lugares onde nós colocamos os meios antecipadamente”, salientou.

O balanceamento dos operacionais é, segundo o CODIS, feito diariamente. “Há corpos de bombeiros que têm mais capacidade de disponibilizar meios e em que a sua área não está tão exposta, e movimentamos esses meios para os locais em que o perigo é maior e em que há menos disponibilidade de meios para enfrentar esse perigo”, referiu.

Esta segunda-feira as brigadas estão colocadas em Valpaços, Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real e Alijó. São cerca de 70 equipas e 350 bombeiros.

“O Norte de Alijó, no seu planalto, tem ventos quase constantes (…) o que faz com que o incêndio normalmente arranque com muita velocidade. Para contrariar essa meteorologia nós retiramos meios que estão aquartelados e são pré-posicionados nesse ponto. É também uma forma de os movimentar rapidamente para outros pontos do distrito dada a rede viária”, salientou.

A brigada colocada na rotunda de Vila Verde, com acesso rápido à Autoestrada 4 (A4) e ao Itinerário Complementar 5 (IC5), é hoje constituída por 13 bombeiros, de três corporações, quatro viaturas e comandada por Bruno Girão, da corporação de Sanfins do Douro.

“Estamos aqui num ponto estratégico e saímos de imediato quando existe alguma ignição para minimizar os estragos. Aqui é um ponto estratégico para esta zona”, afirmou o comandante de Sanfins.

Nestes locais os meios estão mais perto das áreas de risco e podem ser mobilizados rapidamente. “O facto de estarmos em prontidão permite ganhar algum tempo para chegarmos aos teatros de operações”, referiu Bruno Girão. Esta é uma aérea de floresta, com um histórico de várias ignições em anos anteriores.

No domingo ao final da tarde, um incêndio em São Lourenço de Ribapinhão, concelho de Sabrosa, foi o que este ano mobilizou mais meios no distrito de Vila Real. No combate ao fogo estiveram cerca de 200 operacionais e sete meios aéreos e as principais dificuldades enfrentadas foram o vento, o material combustível, arbustivo e que ardia com muita facilidade, e a dificuldade de acesso para os veículos penetrarem.

Quase todo o território de Portugal continental apresenta hoje risco máximo, muito elevado e elevado de incêndio, segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera (IPMA), num dia em que a temperatura máxima vai subir no Sul do país.

De acordo com o IPMA, estão em risco máximo cerca de 60 municípios dos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro.

O artigo foi publicado originalmente em Observador.

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