Incêndios. PSD e PCP defendem política florestal comum na União Europeia para evitar fogos

Incêndios. PSD e PCP defendem política florestal comum na União Europeia para evitar fogos

As bancadas do PSD e do PCP no Parlamento Europeu defenderam hoje a criação de uma política comum na União Europeia (UE) para gestão das florestas, visando que a região tenha medidas para prevenir a ocorrência de fogos.

Num debate sobre a situação das florestas na UE, que decorreu no primeiro dia da sessão de ‘rentrée’ do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, o eurodeputado do PSD Álvaro Amaro defendeu que, “apesar das dificuldades na gestão da floresta, por ser tão diferente nos diversos países,”, deve ser criada uma “estratégia florestal comum”.

Dando como exemplo o setor da agricultura e a Política Agrícola Comum (PAC), Álvaro Amaro argumentou que uma estratégia semelhante deve ser criada para as florestas.

“Dizemos que sim à preservação ambiental e ao equilíbrio ecológico, a um maior envolvimento dos municípios e das regiões, a uma gestão sustentável da biomassa” e ainda a “um desenvolvimento mais equilibrado” para assim ter “mais gente nos territórios”, elencou Álvaro Amaro.

Assinalando que, “como se diz em Portugal, que ‘os fogos florestais não se combatem, evitam-se’”, o eurodeputado do PSD sugeriu, também, um reforço do fundo de solidariedade “para apoiar a prevenção na floresta”.

Pelo PCP, o eurodeputado João Ferreira apontou que “há muito” que a bancada comunista defende “a necessidade de mais investimento na floresta”.

“Defendemos a necessidade de uma abordagem comunitária à prevenção de catástrofes, dotada de recursos adequados do orçamento comunitário, que tarda a ser posto em prática”, salientou João Ferreira.

Para o eurodeputado do PCP, “a defesa da floresta exige também outras políticas agrícolas de desenvolvimento rural e comerciais, para além das limitações impostas ao investimento público”.

Na ocasião, João Ferreira apontou a “vulnerabilidade da floresta”, notando que esta provém da “falta de investimento e da falta de gente, que são fatores indissociáveis das políticas e orientações da UE”.

Criticou, assim, medidas comunitárias que levaram à criação da PAC e ao “subfinanciamento, privatização e desmantelamento de serviços públicos, incluindo de extensão agrária e florestal”.

A seu ver, tais políticas “asfixiaram milhares de pequenos produtores, comprometeram a multifuncionalidade da floresta, promoveram o desordenamento florestal e territorial, votando ao abandono extensas áreas do território”.

“Onde antes havia gente, hoje há fogo”, lamentou João Ferreira.

Também presente na ocasião, o comissário europeu para a área da Ação Climática, Miguel Arias Cañete, revelou que, em 2018, arderam mais de 300 mil hectares de floresta na UE, num total de 1.180 incêndios, segundo dados do sistema europeu de informação sobre fogos florestais.

“A atual situação das florestas não tem precedentes”, sublinhou.

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