Incêndios: Inquérito ao fogo de Monchique em 2018 com dois arguidos até à data

Incêndios: Inquérito ao fogo de Monchique em 2018 com dois arguidos até à data

A EDP Distribuição anunciou na segunda-feira que foi constituída arguida no âmbito deste processo, bem como um seu colaborador.

Questionada pela Lusa sobre a existência de outros arguidos, a PGR respondeu: “Confirma-se que, no âmbito do inquérito, foram constituídos dois arguidos, prosseguindo as investigações”.

O fogo, que deflagrou em 03 de agosto na Perna Negra, em Monchique, consumiu 27.000 hectares de floresta e alastrou aos concelhos de Silves e Portimão, também no distrito de Faro, e a Odemira, no distrito de Beja, tendo sido o maior incêndio registado em 2018 em Portugal e na Europa.

Numa nota enviada à Lusa na segunda-feira, a EDP Distribuição mostrou-se “convicta de que a origem do incêndio não esteve na rede elétrica, tendo em conta que o ponto de ignição, identificado pela Autoridade Nacional [de Emergência e] de Proteção Civil, não tem nenhuma linha elétrica nas suas proximidades”.

Na mesma nota, a EDP sublinhou que o relatório elaborado pelo Observatório Técnico Independente – nomeado pela Assembleia da República para análise, acompanhamento e avaliação dos incêndios florestais – “reiterava que a origem do fogo em causa era ‘desconhecida'” e mostrou a sua disponibilidade para “facultar informações” e “auxiliar as entidades competentes”.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Monchique, Rui André, disse à Lusa que existem linhas elétricas naquela zona, sendo os problemas relacionados com as linhas de alta, média e baixa tensão “muitas vezes foco de ignições”, defendendo que as zonas onde existem linhas sejam “devidamente limpas, para que no futuro estas situações se evitem”.

Segundo Rui André, a autarquia vai constituir-se como assistente caso avance o processo judicial pelo incêndio de Monchique, não só para o poder acompanhar, como para tentar, caso se conclua por uma condenação, que a câmara consiga “ser ressarcida” pelos prejuízos que teve.

Segundo o autarca, um ano e meio depois, ainda há prejuízos que não foram cobertos pelos programas que o Governo criou para dar apoio aos afetados pelo incêndio, que destruiu 74 casas, 30 das quais de primeira habitação, afetando sinalética de redes viárias e infraestruturas.

O fogo em Monchique foi o maior registado em 2018 em Portugal e na Europa, tendo sido dominado apenas ao oitavo dia, na manhã de 10 de agosto.

O artigo foi publicado originalmente em SAPO 24.

Comente este artigo
Anterior UE mobiliza um milhão de euros para combater praga de gafanhotos em África
Próximo Lavoura dos Açores beneficia de dois projetos que reforçam abastecimento de água

Artigos relacionados

Notícias florestas

Fogo em Porto de Mós já consumiu cerca de mil hectares

O incêndio que está a lavrar no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, em Porto de Mós, desde domingo, já consumiu cerca de 1.000 hectares, disse à Lusa o presidente do Município. […]

Últimas

Capoulas defende mais apoios da PAC, nas Regiões Ultra-periféricas e para o vinho

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, defendeu hoje, 18 de Junho, mais apoios da Política Agrícola Comum (PAC) para o Desenvolvimento Rural, […]

Nacional

Atenção: já viu como estão os preços de milho e trigo hoje? e dos outros produtos?

O Agroportal vem criar uma nova página sobre mercados. A página, inserida na categoria dossiers, tem cotações ou preços online para cereais com origem em França, […]