Incêndios: Governo cria grupo de trabalho sobre carreiras dos sapadores florestais

Incêndios: Governo cria grupo de trabalho sobre carreiras dos sapadores florestais

O Governo vai criar um grupo de trabalho para resolver a situação atual das carreiras dos sapadores florestais, nomeadamente ingressos, vencimentos, categorias e formação profissional, anunciou hoje a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.

Em comunicado, a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) avança que este grupo de trabalho é criado pelas secretarias de Estado da Conservação da Natureza e Florestas e do Trabalho e Formação Profissional, devendo reunir pela primeira vez na primeira semana de setembro.

Além das duas secretarias de Estado, fazem também do grupo de trabalho a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e a Associação Nacional de Sapadores Florestais.

A criação do grupo de trabalho foi hoje anunciada à Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e Associação Nacional de Sapadores Florestais (ANSF) durante uma reunião com os secretários de Estado da Conservação da Natureza e Florestas e Adjunto e do Trabalho e Formação Profissional.

Segundo a ANBP, na reunião esteve em análise a atual situação das carreiras dos sapadores bombeiros florestais e dos sapadores florestais e a necessidade de estas serem regulamentadas ao nível dos ingressos, vencimentos, categorias e formação profissional.

“A ANBP e ANSF reforçaram que esta é uma temática complexa, sendo urgente salvaguardar a situação profissional dos trabalhadores que há muitos anos exercem estas funções”, refere o comunicado, destacando as indefinições na carreira.

A ANBP frisa que os dois representantes do Governo manifestaram “total abertura e preocupação” sobre as carreiras dos sapadores florestais, pelo que anunciaram a criação de um grupo de trabalho.

Esta associação precisa que o objetivo “é trabalhar no desenvolvimento de um modelo a implementar para empreender na melhoria da situação profissional destes elementos e permitir que futuros concursos não fiquem sem candidatos”.

De acordo com a ANBP, o modelo deverá permitir que seja “excecionada a questão da idade, em regime de transição, e que seja criada uma carreira para aqueles que estão no regime privado e que também necessitam de uma carreira reconhecida, com vencimentos ajustados à função e que contemplem o extremo risco e o desgaste rápido associados à profissão”.

A ANBP salienta que o trabalho destes profissionais é de extrema importância durante o período em que ocorrem os incêndios florestais e no inverno, quando se executam os trabalhos de prevenção.

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