Incêndios. Continuam as acusações entre Governo e autarca de Mação

Incêndios. Continuam as acusações entre Governo e autarca de Mação

Mais de 9.500 hectares arderam em Vila de Rei e Mação. É aproximadamente a área de Lisboa.

O Governo e o presidente da Câmara de Mação continuam a trocar acusações. O ministro da Administração Interna (MAI) classifica o autarca Vasco Estrela de “comentador televisivo”.

Eduardo Cabrita respondeu a Vasco Estrela, que criticou a falta de apoio às populações durante o combate às chamas dos últimos dias.

Em entrevista à RTP, durante a noite de terça-feira, o ministro classificou o autarca de Mação como comentador televisivo e acusa-o de não ter ativado o plano de emergência municipal. Disse que “optou por não promover a ativação do plano municipal de emergência, não dar qualquer cooperação o esforço de proteção civil e ser verdadeiramente um comentador televisivo”, criticou.

O presidente da Câmara de Mação disse à Renascença que “não é por falta do plano de emergência que as pessoas não foram acolhidas”.

Para Vasco Estrela trata-se de um “formalismo” que “não tem grande relevância no combate ao incêndio” e “no apoio à população”.

Declarações de Costa “não foram corretas

O vice-presidente da Câmara de Mação disse à agência Lusa que as declarações do primeiro-ministro sobre a responsabilidade dos autarcas pela proteção civil “não foram corretas” e garantiu esperar que a leitura feita dessas palavras seja corrigida.

“Essas intervenções do senhor primeiro-ministro, naquele momento em específico e da forma como foram feitas, não foram corretas, digamos assim. No entanto, eu acho que o senhor primeiro-ministro é uma pessoa com quem eu partilho inteiramente aquele que é o pensamento de fundo sobre a floresta portuguesa que, na prática, é tudo aquilo que eu tenho vindo a dizer nos últimos anos, desde 2006”, disse o vice-presidente da Câmara Municipal de Mação, António Louro.

O primeiro-ministro sublinhou na segunda-feira que os autarcas são os “primeiros responsáveis pela proteção civil em cada concelho”, ao responder a críticas como a do vice-presidente da Câmara de Vila de Rei sobre a prevenção dos incêndios.

O EFFIS, do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite, indica que o incêndio que deflagrou no sábado em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, e que se propagou ao concelho de Mação, já em Santarém, consumiu 9.631 hectares, aproximadamente a área da cidade de Lisboa.

O artigo foi publicado originalmente em Rádio Renascença.

Comente este artigo
Anterior Incêndios: Estado deve exercer “pedagogia do exemplo” com gestão florestal das matas nacionais, defende investigador
Próximo Museu Etnográfico da Madeira promove iniciativa sobre ciclo do açúcar

Artigos relacionados

Sugeridas

Lotação esgotada no Workshop – Investigação e Inovação aplicadas ao Montado de Sobro

Casa cheia para assistir aos atuais paradigmas e desafios da investigação e inovação aplicadas ao Montado de Sobro […]

Últimas

Índice de preços de produtos agrícolas no produtor sobe 15,8% nos suínos

O índice de preços de produtos agrícolas no produtor, em Setembro de 2019, registou uma variação positiva nos suínos (+15,8%) e aves de capoeira (+2,9) e uma diminuição no índice de preços da batata (-33,5%), […]

Nacional

Scor assume controlo da líder brasileira de seguros agrícolas

A companhia francesa que é quarta maior no mercado global de resseguros anunciou a compra de uma participação acionista de controlo da AgroBrasil Administração e Participações Ltda (AgroBrasil), […]