Incêndios: Alto Minho e Galiza formam técnicos em uso do fogo técnico para combate

Incêndios: Alto Minho e Galiza formam técnicos em uso do fogo técnico para combate

Em comunicado, a estrutura, que integra os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, adiantou que a iniciativa, que totalizará 120 horas daquela formação de prevenção e combate de incêndios florestais, decorre no âmbito do projeto ARIEM + (Assistência Recíproca Inter-regional em Emergências e Riscos Transfronteiriços), financiado pelo programa INTERREG.

A formação, “certificada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), vai permitir a credenciação de 25 participantes de Portugal e Espanha “como técnicos de fogo controlado”.

No final das ações “os participantes ficarão habilitados, com a capacitação teórica e prática, para solicitar a respetiva credenciação ao ICNF”.

A formação é dirigida a “técnicos de gabinetes técnicos florestais e serviços municipais de proteção civil dos municípios, elementos dos bombeiros, elementos da GNR, técnicos florestais da Galiza, entre outras entidades”.

A ação conjunta, hoje iniciada nas instalações da CIM Alto Minho em Valença, “visa a aquisição de conhecimento e capacidade para o planeamento, execução e avaliação de operações de fogo controlado, permitindo a obtenção de credenciação em fogo controlado”.

No arranque da iniciativa, citado na nota, o vice-presidente da CIM do Alto Minho e presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes, sublinhou “a importância da capacitação no domínio do combate aos incêndios florestais enquanto desígnio global”.

A formação “abarca diversas temáticas relacionadas com o fogo técnico, desde o planeamento, ferramentas de apoio à decisão, uso de simuladores, comportamento do fogo, segurança e técnicas de ignição e de condução da queima prescrita, entre outras temáticas”.

“Pretende-se dotar os técnicos de ferramentas técnicas (teóricas e práticas) que lhes permitam entender e elaborar planos de fogo controlado e executar (através de ações piloto) as diversas técnicas de ignição para queima prescrita, bem como a avaliação dos impactes de queima”, sustenta a nota.

A formação agora iniciada decorre ao abrigo do ARIEM+ que representa uma nova edição do projeto de Assistência Recíproca Inter-regional em matéria de Emergências (ARIEM – 112), aprovado em 2011, a funcionar desde 2014 e desenvolvido entre as regiões do Norte de Portugal, Galiza e Castela Leão.

Os objetivos do ARIEM+ incluem a criação de uma Rede de Comando Operacional Único para a gestão conjunta de recursos humanos e materiais em situações de risco que melhorem a gestão e coordenação de emergências no local.

Prevê também o reforço da capacidade operacional, através da incorporação de novas tecnologias de informação e novos meios para prevenção e gestão de riscos, formação especializada e sensibilização da população.

Como parceiros o projeto conta, do lado de Espanha, com as juntas da Galiza e Castela e Leão e, do lado português, com o Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, INEM e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

Do plano de atividades previstas constam, entre outros, a realização de relatórios de riscos nas áreas limítrofes entre Norte de Portugal, Galiza e Castela e Leão, análise de protocolos e meios disponíveis de cada um dos parceiros, reforço da capacidade operativa e meios, simulacros, cursos, ações de treino.

O programa destina-se a facilitar os acessos aos serviços públicos de emergência de 109 municípios das três regiões envolvidas, 24 horas por dia, eliminando barreiras territoriais, numa extensão de 16.637 quilómetros quadrados e abrangendo uma população de mais de 600 mil pessoas.

Em abril de 2016, o ARIEM-112 foi distinguido com o prémio EENA 112 Award, na categoria cooperação internacional.

O ?112 transfronteiriço’ dispõe de uma plataforma informática, através da qual são feitos os pedidos de ajuda internacional e acionados os meios inseridos nessa plataforma. O serviço está ainda dotado de um sistema de videoconferência que permite interligar os parceiros das três regiões.

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O artigo foi publicado originalmente em SAPO 24.

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