Há mais imigrantes que procuram o Alentejo para viver e trabalhar

Há mais imigrantes que procuram o Alentejo para viver e trabalhar

[Fonte: Diário do Sul] A região do Alentejo nunca recebeu tantos estrangeiros como no último ano, segundo mostram os números do Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo (RIFA) do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Os três distritos somam um total de 16.424 imigrantes, traduzindo uma subida média de 6,6% face ao ano anterior. Mas Beja é o distrito preferido de quem procura o Alentejo para viver.

O relatório diz que no Baixo Alentejo a imigração aumentou 14,5% para um total de 9.731 imigrantes, sendo a região procurada, sobretudo, devido à oferta de trabalho nos campos agrícolas em torno de Alqueva.

O distrito de Évora surge na segunda posição regional em matéria de pessoas com autorização de residência, com 4.244 imigrantes, representando mais 5,1%, enquanto Portalegre exibe menor expressão, com um aumento de apenas 0,3% para um total de 2449 imigrantes. 

Em sintonia com a tendência nacional, o aumento da imigração no Alentejo surge pelo terceiro ano consecutivo, alcançando o maior valor desde que há registo, sabendo-se que a maior comunidade de imigrantes continua a ser a brasileira, embora se registado um aumento dos pedidos de autorização por parte dos cidadãos bengali, nepaleses, indianos  e venezuelanos.

Ainda segundo o mesmo relatório, a população potencialmente ativa representa 81,1% dos cidadãos estrangeiros residentes, com preponderância do grande grupo etário 25-44 anos. Releva ainda o facto de a população com mais de 65 anos (9,8%) apresentar um peso relativo superior à população de jovens entre os 0 e os 14 anos.

Perante o fenómeno que se estende a todo o país, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, já destacou a necessidade de haver uma estratégia ordenada de migração e realça que o aumento de imigrantes está “está em linha com as necessidades de manutenção do nível populacional e população ativa” e com as dinâmicas do mercado de trabalho, em especial a falta de mão-de-obra nos sectores da agricultura e construção civil.

Eduardo Cabrita anunciou ainda um alargamento do horário dos postos de atendimento do SEF: das 8.30 às 20.00 horas, para “corresponder a este crescimento da atratividade da economia portuguesa que se traduz no crescimento significativo de estrangeiros a residir em Portugal”.

O relatório adianta que o número de cidadãos oriundos de Itália subiu 45,9% face a 2017. O fluxo de cidadãos oriundos da França continua igualmente a aumentar, registando uma subida de 29,1%.

“A entrada da França (em 2016) e da Itália (em 2017), o seu crescimento sustentado e consequente subida de posições na estrutura das nacionalidades mais representativas, parece confirmar o particular impacto dos fatores de atratividade já apontados em anos anteriores nos cidadãos estrangeiros oriundos de países da União Europeia, como a perceção de Portugal como país seguro, bem como as vantagens fiscais decorrentes do regime para o residente não habitual”, segundo se lê no relatório.

Já os ucranianos estão a diminuir em Portugal, tendo registado no ano passado um decréscimo de 10%.

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