Governo. Prioridade à proteção civil e floresta e atenção aos antigos combatentes, diz Costa

Governo. Prioridade à proteção civil e floresta e atenção aos antigos combatentes, diz Costa

A coesão territorial, o planeamento, a proteção civil e a floresta são prioridades refletidas na orgânica do XXII Governo Constitucional, que também dará “maior atenção” aos antigos combatentes”, afirmou hoje o primeiro-ministro indigitado.

António Costa falava aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, após ter apresentado ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a lista de 50 secretários de Estado do seu novo Governo, composto por 19 ministros.

Questionado sobre a dimensão do executivo, o primeiro-ministro indigitado respondeu: “Os governos não se medem em função do número de membros, mas devem ter uma orgânica ajustada àquilo que é o Programa do Governo e do que são as prioridades do país”.

Segundo António Costa, o conjunto de secretários de Estado “ajuda, aliás, a clarificar as competências dos diferentes ministérios”.

“É seguramente uma prioridade do país reforçar a coesão territorial e darmos uma nova atenção à necessidade de valorização do interior. Demos o primeiro passo na legislatura passada, com a criação de uma secretaria de Estado. É importante agora poder haver uma elevação a ministério dessa ambição”, referiu.

O primeiro-ministro indigitado acrescentou que “é fundamental para a orgânica do Estado português revalorizar o planeamento” e assinalou que “está pela primeira vez a decorrer um concurso para a contratação de mil técnicos superiores precisamente para estas funções”.

António Costa apontou a proteção civil como “uma área que tem de continuar a ser prioritária” e considerou que também “a floresta hoje tem de ser uma prioridade política”, justificando assim a sua inserção no Ministério do Ambiente.

Sobre a criação da secretaria de Estado de Recursos Humanos e Antigos Combatentes, no Ministério da Defesa, disse: “Eu acho que esta é uma legislatura em que vamos ter de finalmente dar uma maior atenção à situação dos antigos combatentes”.

“É uma história longa, mas é uma história em que o país não pode esquecer aqueles que em seu nome travaram combates que tiveram consequências na sua vida, na sua saúde, na forma como hoje vivem, e a que temos de dar uma atenção. À medida, naturalmente, da disponibilidade e das condições financeiras que o país tem, merece uma atenção”, defendeu.

Em seguida, observou que “nem tudo tem a ver com as condições financeiras” e que “há um conjunto de medidas de política que podem e devem ser adotadas”.

O artigo foi publicado originalmente em SAPO 24.

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