Governo dos Açores quer certificar banana como produto com Identificação Geográfica Protegida

Governo dos Açores quer certificar banana como produto com Identificação Geográfica Protegida

O secretário regional da Agricultura e Florestas do Governo dos Açores defendeu que a banana regional deve ser certificada como produto com Indicação Geográfica Protegida (IGP), para valorizar o produto e aumentar o rendimento dos produtores.

O secretário Regional da Agricultura e Florestas revelou hoje, 10 de Janeiro, que o Governo dos Açores quer certificar a banana como produto com Identificação Geográfica Protegida (IGP), contribuindo para valorizar esta fruta e melhorar o rendimento dos produtores.

“A denominação IGP constitui uma protecção importante para a banana dos Açores, que se pode traduzir em mais valias para os produtores, melhorando o seu rendimento, promovendo novas oportunidades de negócio e contribuindo para o crescimento do sector”, afirmou João Ponte, que lançou o desafio à Frutaçor para liderar, conjuntamente com outras organizações de produtores, o processo de candidatura à certificação da banana IGP.

Aposta na certificação das produções agrícolas açorianas

O governante, que visitou hoje a Frutaçor – Cooperativa Agrícola Açoreana de Horto-Fruticultores, no concelho de Vila Franca do Campo, adiantou que aposta na certificação das produções agrícolas açorianas através dos regimes de qualidade da União Europeia faz parte da estratégia regional para aumentar a notoriedade das produções, defender a sua autenticidade e valorizá-las junto dos mercados e dos consumidores, considerando que isso se pode traduzir em melhores rendimentos para os produtores.

O secretário Regional referiu que, neste momento, além do Alho da Graciosa IGP, está em fase de registo a certificação da Manteiga DOP e do Chá DOP.

“É pela qualidade, pela diferenciação e não pela quantidade que as nossas produções agrícolas se devem posicionar nos mercados”, frisou João Ponte.

Frutaçor com 40 associados

O secretário Regional salientou que a Cooperativa Frutaçor, com 40 associados, constitui um bom exemplo, desde logo pelo trabalho que tem vindo a fazer ao nível da valorização e comercialização da banana produzida na ilha de São Miguel.

Por outro lado, considerou que as obras de modernização em curso nas instalações desta cooperativa, apoiadas pelo Governo Regional, são fundamentais para aumentar a área de armazenamento e de laboração, assim como as condições de trabalho, o que irá traduzir-se em mais eficiência e mais condições para continuar a dinamizar a área da fruticultura, pois só assim é possível valorizar melhor as produções e melhorar o rendimento dos agricultores.

Agricultura e Mar Actual

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

Comente este artigo
Anterior Encontro de Cooperativas Olivícolas - 17 de janeiro - Macedo de Cavaleiros
Próximo Vinhos do Alentejo podem dominar mercado brasileiro após acordo entre a UE e a Mercosul

Artigos relacionados

Eventos

Webinar: Paisagem Cultural do Montado – Valorização de um sistema singular – 23 de junho

No âmbito da candidatura “Estrutura de informação e de suporte ao sistema de Montado” a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo […]

Sugeridas

Seminário “Um terroir de futuro – Como gerir o património vitícola da RDD” – 15 Dezembro – Peso da Régua

A Casa do Douro/Federação Renovação do Douro promove o seminário intitulado “Um Terroir de futuro – Como gerir o património vitícola da RDD”. […]

Notícias florestas

Incêndios: Cerca de 40 concelhos no interior Norte e Centro e do Algarve em risco máximo

Cerca de 40 concelhos do interior Norte e Centro e da região ao Algarve apresentam hoje risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do […]