O Governo da Madeira concluiu uma intervenção numa área florestal de 66 hectares, no Funchal, no âmbito da faixa corta-fogo, num projeto que incluiu ações de limpeza e a introdução de 300 cabeças de gado. A operação foi realizada no Montado dos Louros, na freguesia do Monte, e integra uma estratégia de mitigação do risco de incêndio florestal.
Durante uma visita ao local, o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, explicou que o objetivo da introdução de gado controlado passa por manter os terrenos limpos, numa altura em que as espécies infestantes crescem mais depressa do que a capacidade de corte de árvores e de limpeza manual das áreas florestais.
Segundo o chefe do executivo madeirense, a medida será alargada a outras áreas da faixa corta-fogo do Caminho dos Pretos, nas serras do Funchal, onde também está prevista a colocação de gado vedado. Em algumas zonas mais a sul, está igualmente prevista a plantação de árvores de fruto.
A operação de limpeza foi executada no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma da Madeira (PRODERAM2020).
Miguel Albuquerque destacou a articulação entre diferentes interesses no terreno, sublinhando que “o terreno é privado, as ovelhas também são privadas, mas conciliamos todos estes interesses no sentido de garantir que esta faixa corta-fogo vem minimizar os efeitos devastadores dos fogos florestais, sobretudo durante o verão, e vem garantir maior segurança à cidade do Funchal”.
O presidente do Governo Regional adiantou ainda que já foram encomendados 14 quilómetros de vedação no âmbito desta decisão de introdução de gado ordenado para mitigar incêndios florestais.
A faixa corta-fogo ao longo do Caminho dos Pretos, com uma extensão superior a 600 hectares, tem como objetivo criar uma zona tampão de vegetação de baixa combustibilidade, reduzir a vulnerabilidade da população do Funchal aos incêndios florestais e dotar a área de meios que facilitem os trabalhos das corporações de bombeiros.
Em junho do ano passado, numa visita a uma das zonas de intervenção, Miguel Albuquerque reconheceu que este é um trabalho de longo prazo. Na altura, a faixa corta-fogo contava com cerca de 300 hectares intervencionados.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.













































