Glifosato: anipla apela à confiança da união europeia na ciência.

Glifosato: anipla apela à confiança da união europeia na ciência.

A renovação da licença para a utilização do glifosato na agricultura da União Europeia, por um período de 15 anos, é votada pelos Estados-membros na próxima quinta-feira, dia 9 de Novembro. A votação tem lugar no âmbito de reunião do Comité Permanente dos Vegetais, Animais e Alimentos para Consumo Humano e Animal, composto por representantes de todos os Estados. Esta renovação tem em vista a permissão da utilização do glifosato no espaço comunitário.

Recorde-se que a licença em vigor termina já no final deste ano e que a votação esteve agendada para o encontro deste mesmo comité do passado dia 25 de Outubro, tendo sido adiada. Na altura do adiamento da decisão, reunidos no Parlamente Europeu, os Estados membros expuseram a suas posições, tendo alguns países incentivando a uma renovação por um período de 5,7 ou 10 anos, ainda que nenhuma das propostas tenha reunido unanimidade.

Para o Director-Executivo da Anipla, António Lopes Dias,

Os agricultores portugueses não podem permitir que interesses meramente políticos se sobreponham aos relatórios oficiais das agências científicas europeias, como a EFSA e a ECHA. É neste sentido que estamos empenhados na garantia de que as decisões sejam racionais e baseadas na ciência, e menos políticas e emocionais.”

Quanto à possibilidade da licença ser reduzida para um período de 5 anos, o responsável mostrou preocupação com a inconsistência de uma decisão sem ter por base motivos que justifiquem a alteração do período previsto.

“Tratar-se-ia mesmo de um precedente grave que colocaria em causa toda a credibilidade do sistema de avaliação europeu e das autoridades que o dirigem. No entanto, ainda assim, estamos confiantes de que 5 anos são melhores do que a revogação. A nossa preocupação e intenção está na garantia de que os produtores agrícolas portugueses mantêm o acesso a esta substância presente em muitos herbicidas, e que é essencial à qualidade e eficiência das suas explorações agrícolas”, reforça António Lopes Dias.

A Anipla e as congéneres europeias, em coordenação com a Associação Europeia para a Protecção das Plantas (ECPA), têm proactivamente contactado as entidades e agentes políticos com responsabilidade nos temas agrícolas, para que intercedam favoravelmente para a renovação da licença da substância, recordando a evidência científica favorável e apresentando posições favoráveis de governos de países como o Canadá, o Japão e a Austrália. Em Portugal, a Anipla apelou por carta ao Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, para que centrem a sua decisão na ciência, por forma a permitir que os agricultores continuem a poder produzir em segurança e protegendo as suas culturas das pragas, doenças e infestantes, cada vez mais intensas devido às alterações climáticas. A indústria agroquímica está empenhada em travar a propagação de mitos e notícias infundadas que geram medo e insegurança nos consumidores europeus.

 

Comente este artigo
Anterior Seguros de Incêndio Agrícola
Próximo Bruxelas adianta 1,5 milhões de euros para apoiar reconstrução depois dos incêndios

Artigos relacionados

Últimas

Centenas de técnicos e organizações no Encontro Nacional da Confagri

[Fonte: Voz do Campo]

No próximo dia 1 de fevereiro a CONFAGRI realiza o “Encontro Nacional de Técnicos”, um evento anual onde reúne todas as organizações agrícolas que compõem a sua massa associativa – […]

Últimas

Peste suína leva China a proibir carne de Timor-Leste

[Fonte: Expresso]

A China interditou a entrada de carne de porco proveniente de Timor-Leste devido ao surto de peste suína africana detetado no arquipélago. […]

Sugeridas

Bem-estar animal impacta na produtividade de carne e leite

[Fonte: Embrapa] Situações de estresse para o animal de produção impactam diretamente no bem-estar e na produtividade, com redução na produção de carne e leite. […]