Futuro depende da criação de espaços verdes sustentáveis

Futuro depende da criação de espaços verdes sustentáveis

O atual cenário de constante mudança, escassez de recursos, ameaça ambiental e ecossistémica conduz à necessidade de criar um território adaptado às novas circunstâncias – uma paisagem resiliente.

No âmbito das estratégias e políticas ambientais de desenvolvimento sustentável, torna-se crucial a conceção de espaços verdes que contribuam para a biodiversidade, a conservação da água no solo e a utilização adequada de vegetação. Assim, a escolha de vegetação assume um papel promotor podendo contribuir para o baixo consumo de água e manutenção, permitindo manter o carácter e a identidade da paisagem.

Antes da Beleza a funcionalidade

O espaço verde do futuro articula a sustentabilidade com a inovação, possibilitando o equilíbrio dos jardins públicos e privados. Deste modo, o desenho moderno deverá atribuir novos usos e funções, manter a memória de cada lugar, assim como requalificar os espaços verdes existentes, substituindo a vegetação exótica por mediterrânica.

O material vegetal adequado

No decorrer das últimas décadas, fatores como a redução de pluviosidade e o drástico panorama das alterações climáticas mostram que é imprescindível a utilização de plantas de baixo consumo hídrico, resistentes a pragas, doenças e adaptadas às condições climáticas. Neste sentido, é decisiva e essencial a conceção de jardins baseados em tipologias sustentáveis. Incrivelmente, a ideia de jardins ou espaços sustentáveis de baixo consumo de água é associada à utilização de plantas xerófitas (catos) e suculentas. Na verdade essa é uma alternativa viável contudo, nesses espaços pode recorrer-se a plantas mediterrânicas capazes de suportar verões secos e invernos húmidos. Uma dica importante na criação de um espaço é permitir a existência de humidade no solo, que é possível com a utilização de vegetação rasteira como: Lotus bertholotii, Convolvulos sp., Rosmarinus officinalis “prostratus”, Lantana montevidensis ou ainda através da aplicação de casca de pinheiro, gravilha ou seixo. O material vegetal adequado a cada projeto zela por um território ordenado, contemplando a conservação do planeta através dos pilares da sustentabilidade.

→ LISTA DE PLANTAS DE BAIXO CONSUMO DE ÁGUA E MANUTENÇÃO:

Aloe arborescens; Arbutus unedo; Armeria maritima; Ceratonia siliqua; Callistemon sp.; Cordyline australis; Chamaerops humilis; Chamaerops humilis “vulcano”; Echium candicans; Gaura lindheimeri; Grevillea juniperiana; Helychrisum stoechas; Lantana montevidensis; Lavandula stoechas; Lavandula dentata; Limonium sinuatum; Metrosideros exlcelsa; Myrtus communis; Nerium oleander; Juniperus pfitzeriana “aurea”; Olea europaea; Pistacia lentiscus; Phittosporum tobira; Phormium tenax; Prunus dulcis; Rosmarinus officinalis; Rosmarinus officinalis “prostratus”; Tamarix africana; Teucrium fruticans; Tulgabhia violacea; Thymus vulgaris; Westringia fruticosa.

Autoria: Joana Silveira, Arquiteta Paisagista

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O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

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