Funcionários públicos de concelhos afetados pelos fogos ajudam populações

Funcionários públicos de concelhos afetados pelos fogos ajudam populações

“Numa câmara como a nossa, que não está preparada para uma catástrofe como esta, os funcionários [do município] lançaram mãos à obra para desempenharem outras tarefas de ajuda e assistência às populações”, afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara de Castanheira de Pera, Fernando Lopes.

O autarca disse ainda que a prioridade numa primeira fase foi dar assistência às populações afetadas pelo incêndio, funções essas que os funcionários desempenharam na sua esmagadora maioria, abdicando das funções que regularmente desempenham na autarquia.

“Todos deram o seu contributo. O importante é que todos ajudem”, concluiu.

Já o presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, José Brito, explicou que, no seu município, os funcionários da autarquia “foram solidários com as populações e deixaram de desempenhar as suas tarefas normais para ajudarem os mais necessitados”.

“A prioridade foi resolver o problema das pessoas e, para isso, foram deslocadas equipas para esse efeito”, frisou.

Para o autarca da Pampilhosa da Serra, a prioridade é “amenizar o mais possível esta desgraça” e revitalizar o quanto antes a economia do concelho.

José Brito recordou ainda que as empresas que estão ali situadas têm que fazer o “triplo do esforço” de outras que estão situadas em regiões do litoral.

Também nos outros concelhos afetados, a Lusa conseguiu perceber o esforço dos funcionários públicos, que foram colaborando nas diferentes missões que foram sendo necessárias.

Os incêndios que deflagraram na região Centro, no dia 17, provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foram dados como extintos no sábado.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios – iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e em Góis, no distrito de Coimbra – corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

O incêndio de Góis, que também começou no dia 17, atingiu ainda Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais.

Comente este artigo
Anterior Madeira investe 1,6 milhões para requalificar postos e torres da Polícia Florestal
Próximo "Havendo responsabilidades, o Estado deve assumi-las"

Artigos relacionados

Nacional

No Zimbabwe, há 2,5 milhões de pessoas à beira de “morrer de fome”

No princípio de Julho, o Presidente Emmerson Mnangagwa afirmou que “ninguém deve morrer de fome” no Zimbabwe e apesar da forte seca que afectou as colheitas, […]

Últimas

A digitalização do setor agroalimentar, um novo “unicórnio” português – Luís Mira

Os países e os sectores que mais rapidamente conseguirem colocar no terreno a tecnologia digital serão aqueles que mais prosperidade e sustentabilidade conseguirão atingir na sua […]

Notícias inovação

New meta-analysis finds Bt crops have no impact on soil biota

A new meta-analysis finds that genetically modified Bt crops — in stark contrast to some pesticides — have no impact on soil invertebrates. […]