Federação Agrícola diz que novo Governo dos Açores é “bom”

Federação Agrícola diz que novo Governo dos Açores é “bom”

O presidente da Federação Agrícola dos Açores (FAA), Jorge Rita, considera que, na globalidade, o novo executivo da região, cujos titulares foram hoje conhecidos, é um “bom governo”, esperando que o novo titular da Agricultura se afirme.

“A sua configuração é um pouco diferente dos anteriores, mas podemos considerar que, à partida, há condições para fazer um bom governo. Há pessoas com muita credibilidade neste novo elenco e a expectativa que temos, apesar das dificuldades, é que existem condições para se ter um bom desempenho. No conjunto, gostando-se mais de um uns e de outros, está feito um bom governo”, declarou Jorge Rita.

O dirigente associativo comentou à agência Lusa a formação do novo Governo Regional dos Açores, liderado pela coligação PSD/CDS e PPM, que o seu presidente, José Manuel Bolieiro, deu hoje a conhecer ao representante da República, contemplando dez secretarias regionais e uma subsecretaria, além da presidência e da vice-presidência.

António Ventura, que vai liderar a pasta da Agricultura, e que já foi dirigente associativo, desperta junto do presidente da FAA a “expectativa legítima” de que vai trabalhar com o associativismo do setor, o que constitui “um desafio, para além de todos que têm a ver com a problemática do setor, neste momento”.

“Há condições nos momentos difíceis também das pessoas se afirmarem e a expectativa é que o novo secretário regional da Agricultura também se afirme no Governo Regional”, declara o dirigente.

Jorge Rita considera que “o setor atravessa grandes dificuldades devido à pandemia da covid-19, a par de outros problemas”, previamente existentes, havendo um quadro comunitário de apoio a ser negociado, a par da ‘bazuca’ europeia, não podendo a agricultura ser o “parente pobre na distribuição dessas verbas”.

Para o responsável da Agricultura açoriana, o “grande desafio tem a ver com o setor leiteiro nos Açores, a par da carne e produções tradicionais”, tendo que “haver força e vontade política” para resolver muitos destes casos.

O dirigente aponta que “algo foi feito ao longo dos anos mas há muito mais a fazer”, promovendo-se “simultaneamente a sustentabilidade ambiental, a coesão económica e territorial”.

O PS venceu as eleições legislativas regionais, no dia 25 de outubro, mas perdeu a maioria absoluta que detinha há 20 anos, elegendo 25 deputados.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação. A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e o PSD um acordo de incidência parlamentar com o Iniciativa Liberal (IL).

Com o apoio dos dois deputados do Chega e do deputado único do IL, a coligação de direita soma 29 deputados na Assembleia Legislativa dos Açores, um número suficiente para atingir a maioria absoluta, o que levou Pedro Catarino a indigitar José Manuel Bolieiro como presidente do Governo Regional, no dia 07 de novembro.

O XIII Governo Regional dos Açores toma posse perante a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores na próxima terça-feira, às 15:00 locais (16:00 em Lisboa).

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