Exportação de cenouras baby deve render 35 milhões à 52-Fresh em Almeirim

Exportação de cenouras baby deve render 35 milhões à 52-Fresh em Almeirim

A nova unidade de transformação da 52-Fresh em Almeirim, resultado de um investimento de cerca de 50 milhões de euros, espera alcançar no prazo de um ano um volume de negócios de 35 milhões de euros. Um desempenho em grande parte justificado pela exportações de cenouras bebés para a Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Suécia.

O contrato celebrado entre a empresa 52-Fresh e a AICEP foi publicado esta sexta-feira em Diário da República. Na portaria, assinada pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, é referido que a construção de uma unidade de transformação de cenouras pequenas para exportação será responsável pela criação de mais 183 novos postos de trabalho em Almeirim.

“O projeto prevê a criação, até 2022, de 183 postos de trabalho, dos quais 42 correspondem a postos de trabalho altamente qualificados, de nível VI ou superior”, lê-se na portaria.

A empresa estima ainda, em 2022, um ano após o arranque do projeto, “as compras, fornecimentos e serviços com origem no mercado nacional atinjam o montante de 19,4 milhões de euros”, o correspondente a “cerca de 75% do total das compras”.

“O projeto contribui para o aumento das exportações de produtos nacionais dado que a quase totalidade da produção da 52-Fresh é dirigida aos mercados europeus”, refere a portaria, acrescentando que se prevê o alcance de um volume de negócios de 35 milhões de euros no espaço de um ano, dos quais 34,8 milhões de euros são relativos a exportações para a Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Suécia, principais mercados de destino dos produtos da empresa.

A construção desta nova unidade em Almeirim resulta de um investimento de 49,8 milhões de euros, prevendo-se que seja alcançado, em 2027, “um Volume de Vendas e Prestação de Serviços de cerca de 326,9 milhões de euros”. Este investimento contou com um apoio comunitário de 12,2 milhões de euros, no âmbito do sistema de incentivos à inovação empresarial.

Este foi um processo que demorou cerca de quatro anos a concretizar-se e, além dos postos de trabalho, esta unidade agroindustrial vai permitir criar novos mercados para a agricultura deste concelho da Lezíria do Tejo.

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O artigo foi publicado originalmente em ECO - fundos comunitários.

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