Estação de Avisos Agrícolas de Castelo Branco alerta para a necessidade de tratamentos de Outono/Inverno nas fruteiras

Estação de Avisos Agrícolas de Castelo Branco alerta para a necessidade de tratamentos de Outono/Inverno nas fruteiras

A Estação de Avisos de Castelo Branco já publicou o seu Aviso Agrícola de Novembro de 2020 e alerta para os tratamentos de Outono/Inverno nas fruteiras, para o cancro bacteriano, crivado, lepra e moniliose das pronóideas e para o cancro europeu da macieira e fogo bacteriano, nas pomóideas.

Aquela Estação de Avisos salienta, na sua Circular 15, quanto aos tratamentos de Outono/Inverno nas fruteiras, que a queda da folha é um processo fisiológico natural que tem como resultado a ocorrência de pequenas feridas na zona de inserção dos pecíolos das folhas, feridas que podem servir de porta de entrada a diversos fungos e bactérias.

A realização de tratamentos durante o repouso vegetativo das fruteiras permite reduzir a incidência de doenças durante o próximo ciclo vegetativo. Os produtos à base de cobre têm uma boa acção preventiva das doenças causadas por estes agentes patogénicos. Assim, como estratégia de luta preventiva, aquela Estação de Avisos recomenda “a realização de tratamentos à base de cobre no meio e no fim da queda da folha. Estes tratamentos devem ser realizados nos períodos em que não haja previsão de ocorrência de precipitação nas 48 horas seguintes à aplicação da calda”.

Pomares de macieiras

Nos pomares de macieiras onde o pedrado causou prejuízos recomenda uma pulverização com ureia a 5%. O objectivo do tratamento é queimar e destruir as folhas em que se encontram os órgãos hibernantes do fungo (pseudotecas).

“É importante na pulverização molhar bem as folhas, tanto da árvore como do solo, para reduzir o inóculo da doença para o próximo ano. Recordamos que a ureia é corrosiva pelo que aconselhamos limpar imediatamente com água abundante, o material de aplicação após a sua utilização”, frisa a Circular 15.

Durante a poda recomenda também a eliminação dos ramos secos e doentes, desinfectando sempre com regularidade as ferramentas utilizadas nesta operação. Os cortes de maior dimensão devem ser pincelados com uma pasta de cobre.

Pronóideas

Nas pronóideas (amendoeiras, ameixeiras, cerejeiras, pessegueiros, etc.), a Estação de Avisos de Castelo Branco recomenda uma estratégia de luta preventiva contra o cancro bacteriano, crivado, lepra e moniliose, realizando dois tratamentos (com 50% e 100% de folhas caídas) utilizando produtos à base de cobre.

E realça que a bactéria Pseudomonas syringae, agente causal do cancro bacteriano das prunóideas, é uma nova ameaça para estas fruteiras. Instalada a bactéria, não existem meios de controlo totalmente eficazes. É fundamental o recurso a materiais de propagação adquiridos junto de fornecedores devidamente licenciados para o efeito.

As medidas fitossanitárias podem ser implementadas com podas e tratamentos preventivos à base de cobre, remoção das plantas infectadas, desinfecção de alfaias agrícolas e não incorporação no solo do retraço resultante da poda.

Pomóideas

Já nas pomóideas, no que diz respeito ao cancro europeu da macieira e fogo bacteriano, nos pomares com sintomas destas doenças, aconselha a aplicação de uma calda à base de cobre à queda das folhas. Os cancros mais desenvolvidos devem também ser limpos e desinfectados com uma pasta à base de cobre.

Citrinos

A Estação alerta ainda que as condições meteorológicas são favoráveis ao desenvolvimento do míldio nos citrinos. Assim, como medida preventiva, recomenda a realização de tratamento contra o míldio, de preferência com produtos à base de cobre.

O tratamento deve ser renovado quando ocorrerem novos períodos de chuva ou possível lavagem do produto.

Consulte aqui o Aviso completo.

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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