ESAC cria soluções sustentáveis para resíduos agropecuários

ESAC cria soluções sustentáveis para resíduos agropecuários

A Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) está a identificar “vulnerabilidades das explorações” para desenvolver “soluções sustentáveis para o tratamento de resíduos agropecuários” e melhorar o desempenho económico e ambiental, anunciou o Politécnico de Coimbra.

O projecto está a ser desenvolvido no âmbito do programa de investigação transfronteiriça Portugal/Espanha Symbiosis, que é cofinanciado por fundos europeus.

“Recolhemos dados referentes ao uso de energia, água/sistemas de rega, uso do solo e fertilizantes de síntese, assim como da produção e gestão de resíduos orgânicos para avaliar a eficiência de uso de recursos naturais”, explicam, Célia Ferreira e Joana Lapão, investigadoras do projecto na ESAC.

Tendo em consideração as características de cada exploração, “o estrume, chorume e os resíduos orgânicos agrícolas podem ser valorizados através de processos de compostagem ou digestão anaeróbia de forma a substituir, em parte, o uso de fertilizantes de síntese e, eventualmente, produzir energia eléctrica ou calor para uso na exploração”, sublinha o IPC.

O principal objectivo é “proporcionar às explorações agropecuárias soluções sustentáveis e inovadoras para o tratamento de resíduos e optimização dos sistemas de rega, reforçando a competitividade de pequenas e médias empresas”, sintetizam as investigadoras.

O projeto “Symbiosis: estrategia transfronteriza para la promoción de la gestión eficiente de las explotaciones agropecuarias mediante su integración a través del desarrollo tecnológico y la innovación” visa, ainda, a criação de um Centro Transfronteiriço de Investigação e Transferência do Sector Agropecuário (CTIT)”.

Esse centro permitirá a realização de pesquisas e aplicação de tecnologias com vista à construção de uma instalação experimental de biogás, de dimensões apropriadas às explorações agropecuárias da região de cooperação”.

O centro também desenvolverá “ensaios de sistemas de rega de forma a diminuir o consumo de água, aumentando a eficiência de uso e diminuindo as perdas, e fertilização adequados às culturas típicas das regiões” e patentes para o sector agropecuário e respectivos impactos ambiental, social e económico.

O artigo foi publicado originalmente em Campeão das Províncias.

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