Empresa fechou? Agricultura quer “aproveitar” a mão-de-obra disponível (a ideia deverá chegar ao Governo em breve)

Empresa fechou? Agricultura quer “aproveitar” a mão-de-obra disponível (a ideia deverá chegar ao Governo em breve)

Confederação dos agricultores prepara proposta ao Governo para que, tal como está a acontecer em França, se “aproveite” a mão-de-obra local que ficou disponível com a crise do coronavírus.

“Quero lançar um grande apelo às mulheres e homens que não estão a trabalhar: empregados de mesa, rececionistas de hotel, cabeleireiros… Juntem-se ao grande exército da agricultura francesa!“. O apelo do ministro francês da Agricultura parece estar a fazer eco pela Europa e a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) admite vir a lançar junto do Governo uma ideia no mesmo sentido, isto é, “aproveitar” a mão-de-obra local (designadamente as pessoas mandadas para casa ao abrigo das medidas de layoffpara trabalhar na agricultura, temporariamente.

Em entrevista ao Observador, Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), defende que “o país tem de se saber adaptar a estas circunstâncias extraordinárias – aqueles que se adaptarem vão sair disto vencedores e o que não se adaptarem vão sair perdedores”. O responsável diz que a confederação está a fazer um trabalho de análise, em cooperação com as empresas locais, para perceber em que moldes é que poderia fazer sentido uma ideia semelhante aos incentivos lançados em França, que vai premiar quem for trabalhar para a agricultura enquanto a respetiva empresa ou atividade estiver encerrada por causa das medidas de contenção do coronavírus.

Os franceses criaram esta possibilidade do “layoff técnico”, para pessoas que trabalhavam nos cafés, fábricas suspensas etc., para poderem trabalhar na agricultura e receber mais dinheiro. Isso promete resolver algumas faltas de mão-de-obra que poderiam ocasionar-se com esta crise – temos de pensar se cá faria sentido ou não, e em que moldes”, diz Luís Mira.

As limitações na mobilidade das pessoas e o fecho das fronteiras a estrangeiros fazem com que o trabalho sazonal contratado com pessoas que vêm de fora, algumas semanas ou meses, não seja, nesta altura, uma hipótese.

Continue a ler este artigo no Observador.

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