Direção-Geral de Veterinária alerta para agravamento da peste suína

Direção-Geral de Veterinária alerta para agravamento da peste suína

DGAV pede aos produtores, comerciantes e veterinários o reforço da adoção de medidas preventivas.

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) alertou esta sexta-feira para o agravamento da “situação epidemiológica” da peste suína africana, sobretudo na Ásia, e pediu aos produtores, comerciantes e veterinários o reforço da adoção de medidas preventivas.

“A situação epidemiológica da Peste Suína Africana (PSA) na Europa e no mundo, em especial na Ásia, continua a agravar-se quer por esta doença estar a afetar novas regiões, quer porque se aproxima o período do pico da PSA decorrente do incremento das atividades cinegéticas”, lê-se numa nota publicada na página da internet da DGAV.

Assim, esta direção-geral solicitou aos produtores, comerciantes, industriais, transportadores, caçadores, médicos veterinários e a quem lida com os efetivos de suínos e com as populações de javalis que reforcem as medidas preventivas.

Entre estas encontram-se a correta aplicação de medidas de biossegurança nas explorações e entrepostos, a apropriada aplicação das medidas de biossegurança nos transportes, a aplicação das boas práticas no ato de caça e das medidas de biossegurança ao viajar para fora do país para caçar, bem como a proibição da alimentação de suínos com lavaduras e restos de cozinha.

Adicionalmente, a DGAV recomendou que não sejam deixados restos de comida acessíveis aos javalis e o “adequado encaminhamento e destruição” dos subprodutos animais.

Por último, é exigido o reporte à DGAV de qualquer ocorrência ou suspeita de PSA, “bem como aumentos anormais na mortalidade” nas populações de javalis.

Entre as últimas situações detetadas encontra-se o primeiro foco de PSA na Grécia, em fevereiro, numa exploração caseira com 32 porcos e o agravamento da situação na Polónia, com a confirmação de “javalis positivos à PSA”, perto da fronteira com a Alemanha.

A situação também se continua a agravar na Bulgária tendo sido identificados, desde o início de 2020, 207 casos em javalis e nove focos em suínos domésticos, enquanto na Roménia, no mesmo período foram notificados 131 focos em suínos domésticos e 244 casos em javalis.

Paralelamente, desde janeiro, também têm ocorrido casos na Bélgica (um), Eslováquia (15), Estónia (12), Letónia (61), Lituânia (49) e Itália (32).

Continuam ainda a ser notificados casos em javalis e focos em suínos domésticos na Federação Russa, Moldávia, República da Sérvia e na Ucrânia.

Já na Ásia, a PSA continua a disseminar-se pela República Popular da China, Mongólia, Vietname, Camboja, Coreia do Norte, Laos, Myanmar, Filipinas, Coreia do Sul, Timor Leste e Indonésia.

Em maio de 2019, o Ministério da Agricultura, então liderado por Capoulas Santos, apresentou o plano de prevenção contra a PSA, que engloba um conjunto de medidas para travar o risco de entrada da doença em Portugal, bem como a preparação de um plano de contingência.

Conforme apontou, na altura, o Governo, o risco de introdução da peste está associado a fatores como a entrada de suínos domésticos e selvagens infetados, de produtos e troféus de caça contaminados, bem como o contacto com alimentos ou outros materiais contaminados, de que são exemplo viaturas, vestuário e equipamentos.

O primeiro eixo deste plano de ação inclui um conjunto de medidas preventivas que passam pela comunicação e sensibilização, reforço da biossegurança, da vigilância e da deteção precoce, pela redução das populações de javalis e pelo incremento dos controlos oficiais.

Já o segundo eixo dedicado à preparação para a contingência, contempla o reforço da preparação dos serviços oficiais e peritos para responderem atempadamente em caso da deteção da peste suína e o desenvolvimento de uma plataforma informática de apoio aos planos de contingência.

A PSA esteve em Portugal durante 30 anos, tendo sido erradicada em 1996. O último foco foi detetado em 1999, mas foi de seguida erradicado.

A DGAV é um serviço central da administração direta do Estado, com autonomia administrativa.

O artigo foi publicado originalmente em Rádio Renascença.

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