Degradação do solo: entender o fenómeno para travá-lo

Degradação do solo: entender o fenómeno para travá-lo

A degradação do solo é um tema que preocupa não apenas o setor agrícola, como também tem vindo a ganhar relevância no que respeita às questões ambientais e noutros setores de atividade de dependem em maior ou menor grau da produção agrícola.

Tanto assim é que a FAO declarou 5 de Dezembro o Dia Mundial do Solo, promovendo todos os anos campanhas informativas que visam sensibilizar a opinião pública para o valor do solo e a importância da sua conservação.

Perceber a degradação do solo na Península Ibérica

Quando abordamos o fenómeno da degradação do solo a nível local, o caso da Península Ibérica tem uma série de condicionantes devido à sua localização geográfica que tornam este território mais vulnerável. Algumas das causas relacionadas com o problema são:

  • Particularidade do clima em determinadas regiões. Sobretudo devido à variabilidade da precipitação e chuvas muito intensas que potenciam a erosão.
  • Características do revelo do solo. Relevos heterogéneos e solos pobres com tendência para erosão, em algumas zonas.
  • Incêndios. Os incêndios, qualquer que seja a sua origem, são um problema para a conservação do solo, porque provocam a destruição do coberto florestal.
  • Abandono de terras e excesso de pressão das culturas agrícolas em certas zonas. A concentração da agricultura de regadio no litoral e o abandono da agricultura tradicional nas zonas do interior aumentam a degradação, no primeiro caso, por excesso de intensidade e, no segundo caso, por abandono.
  • Recursos pouco sustentáveis. A contaminação e salinização dos aquíferos e a exploração insustentável das águas subterrâneas também afetam a degradação do solo.

Alguns dados convidam à reflexão. Recentemente o Governo português admitiu que 52% do território nacional está em risco de desertificação. Já em 2018 uma auditoria do Tribunal de Contas Europeu sobre o quadro estratégico da UE destinado ao combate à desertificação, concluiu que a erosão dos solos, combinada com a escassez de água e temperaturas mais elevadas que aumentam a evaporação, aumentam o risco de desertificação.

A situação regista-se com maior gravidade em grande parte de Espanha, no sul de Portugal, no sul de Itália, no sudeste da Grécia, em Chipre e em zonas da Bulgária e da Roménia situadas na orla costeira do Mar Negro. As pesquisas efetuadas indicam que até 44% das terras em Espanha, 33% em Portugal e cerca de 20% na Grécia e em Itália estão expostas a um elevado risco de erosão do solo.

Em Portugal, a zona de maior suscetibilidade à desertificação é o sul e interior do País, onde os índices de aridez são mais elevados e os solos apresentam maior risco de erosão.

O controlo da fertilidade e da erosão: os fatores de degradação do solo

Se bem que os solos na Península Ibérica têm uma série de características naturais que os tornam mais propícios à erosão, algumas das causas de degradação dos solos podem ser corrigidas com novas práticas e incorporação de tecnologia.

A outra questão que afeta de maneira determinante a degradação do solo é o controlo da fertilidade. O setor agrícola e muitas empresas como a Syngenta há anos que vêm alertando para a importância da rotação de culturas, da reposição da matéria orgânica no solo e da implementação de boas práticas no uso de produtos químicos, bem como para a urgência na recuperação dos habitats naturais. Todos estes temas são fundamentais para manter ou aumentar a fertilidade dos solos.

O compromisso da Syngenta para evitar a degradação do solo

A Syngenta está integralmente comprometida com a sustentabilidade. Além do investimento no desenvolvimento de sementes e produtos para proteção das plantas, a empresa integra ambiciosas parcerias a nível internacional que visam a melhoria dos ecossistemas e uma produção agrícola sustentável.

Um dos exemplos mais representativos é o projeto The Good Growth Plan (http://www.syngenta.pt/good-growth-plan) através do qual a Syngenta, em parceria com milhares de agricultores em todo o mundo, já conseguiu salvar 7.4 milhões de hectares de terra agrícola da degradação. O objetivo é  salvar 10 milhões de hectares até 2020.

Também é importante deste ponto de vista a conhecida Operation Pollinator (https://www.syngenta.pt/operation-pollinator). Além disso a Agricultura de Conservação é uma prática recomendada pela Syngenta e são usados todos os meios para sensibilizar o agricultor para a importância da rotação de culturas.

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O artigo foi publicado originalmente em Alimentar com inovação.

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