Criado grupo internacional de alto nível para uso correto de medicamentos antimicrobianos

Criado grupo internacional de alto nível para uso correto de medicamentos antimicrobianos

Um grupo ao mais alto nível, copresidido pelas primeiras-ministras de Barbados e Bangladesh, foi hoje lançado para promover ações concertadas no mundo em prol do uso correto de medicamentos antimicrobianos na saúde humana e animal e na agricultura.

O grupo, que convoca líderes mundiais de governos, de empresas e de entidades da sociedade civil, foi lançado em Genebra, na Suíça, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Organização Mundial da Saúde Animal (OIE).

Segundo as três organizações, o “rápido aumento da resistência antimicrobiana” constitui “uma das ameaças mais emergentes” à saúde de pessoas, animais e plantas, “colocando em risco a segurança alimentar, o comércio internacional e o desenvolvimento económico”, assim como o combate a doenças infecciosas, como a covid-19.

A resistência antimicrobiana, que pode ser provocada pelo uso excessivo e incorreto de medicamentos antimicrobianos como os antibióticos, para as infeções causadas por bactérias, leva “ao aumento dos custos com a saúde, dos internamentos hospitalares, das falhas nos tratamentos, das doenças graves e das mortes”, lembram a OMS, a FAO e a OIE.

O grupo de alto nível irá incentivar “as melhores práticas”, propondo “políticas e legislação” para a importação, o fabrico, a distribuição e o uso de medicamentos antimicrobianos “de qualidade”, refere em comunicado a OMS, em cuja sede, em Genebra, na Suíça, foi apresentada a iniciativa, numa videoconferência de imprensa.

“A resistência antimicrobiana pode não ser vista como uma emergência [sanitária], como o é uma pandemia [como a da covid-19], mas é igualmente perigosa”, frisou aos jornalistas o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacando não só a resistência a antibióticos, mas também a antimaláricos e a outros medicamentos para tratar doenças tropicais.

De acordo com a diretora-geral da OIE, Monique Eloit, é necessário “agir já para proteger a eficácia” dos medicamentos antimicrobianos, sob pena de se protelar a resolução de “um problema que afeta a saúde animal, humana e o meio ambiente”.

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