Covid-19 leva a redução de 13,7% do volume de abate de gado em Abril de 2020

Covid-19 leva a redução de 13,7% do volume de abate de gado em Abril de 2020

A pandemia de Covid-19 levo, em Abril de 2020, a uma redução do volume de abate de gado (-13,7%) para todas as espécies, devido à diminuição acentuada da procura (sobretudo pela retoma do nível normal de consumo das famílias e encerramento do sector da restauração).

Explica o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Junho de 2020, do Instituto Nacional de Estatística (INE), que a redução da procura fez igualmente controlar o aumento no volume de abate de aves e coelhos, que teve um acréscimo global de 3,7% (+7,2% em Março), e conduziu a decréscimos na produção de ovos de galinha para consumo (-0,4%) e no volume de produtos lácteos (-0,6%).

Depois de uma procura muito forte pelas famílias no mês de Março, esta baixou significativamente no período seguinte, e terá estabilizado a partir da Páscoa, restabelecendo-se um nível considerado normal para o sector.

Acrescentam os técnicos do INE que “foi notório este impacto no abate de gado em Abril (-13,7% no volume total, face ao aumento de 11,4% em Março), tendo-se registado decréscimos em todas as espécies (bovinos, suínos, ovinos e caprinos)”.

A redução da procura pelo encerramento do sector da restauração contribuiu de forma decisiva para esta situação. Acresce a suspensão da actividade de alguns matadouros no mês em análise, sobretudo de unidades que procedem ao abate de suínos e particularmente de leitões, o que resultou num volume de abate de suínos que foi o menor dos últimos quinze anos.

Bovinos, ovinos e caprinos

Bovinos, ovinos e caprinos viram também reduzir o abate em Abril, salientando o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Junho de 2020 as dificuldades acrescidas dos produtores de carne DOP com raças autóctones, uma vez que são os que mais dependem do sector da restauração para escoar os seus produtos.

No caso dos ovinos e caprinos os decréscimos reflectem também a venda de borregos e cabritos produzidos para o tradicional período da Páscoa. Apesar de algum abate antecipado em Março de ovinos, a menor procura e dificuldade de colocação dos animais resultou num abate global deste período (março-abril) significativamente inferior ao normal.

Atendendo a esta particular situação do mercado, que gerou desequilíbrios entre a oferta e procura, e no sentido de aliviar o mercado a nível da UE (e consequentemente também o nacional) do excesso de produção, a Comissão Europeia implementou no final de Abril a ajuda excepcional temporária à armazenagem privada de carnes de bovino, ovino e caprino, com entrada em vigor a partir do dia 7 de Maio.

Agricultura e Mar Actual

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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