Cooperação ambiental entre Portugal e Cabo Verde aumenta para 2,3 milhões de euros

Cooperação ambiental entre Portugal e Cabo Verde aumenta para 2,3 milhões de euros

A cooperação ambiental entre Portugal e Cabo Verde vai aumentar de 1,9 para 2,3 milhões de euros em investimentos em oito projetos no arquipélago, conforme protocolo assinado hoje, na cidade da Praia, entre os dois ministros do Ambiente.

O protocolo de cooperação ambiental foi assinado pelos ministros da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde, Gilberto Silva, e do Ambiente e da Ação Climática de Portugal, João Matos Fernandes, que iniciou hoje uma visita de dois dias ao arquipélago cabo-verdiano.

A nova agenda ambiental entre os dois países para os próximos quatro anos será de 2,3 milhões de euros, um aumento de 400 mil euros em relação ao anterior protocolo, e será financiada em 85% por Portugal, através de verbas do Fundo Ambiental, e os restantes 15% por Cabo Verde.

O montante visa a execução de projetos nas ilhas do Fogo, Santiago, Santo Antão, Maio e São Vicente, nas áreas de saneamento, reutilização de águas residuais na agricultura, valorização turística e ambiental das aldeias rurais, educação ambiental e consolidação das reservas de biosfera.

João Matos Fernandes salientou a importância da criação de projetos e de investimentos na sustentabilidade ambiental, notando que a nova agenda conta com projetos diferentes e de âmbito alargado.

O governante destacou ainda o reforço da capacidade de apoio a Cabo Verde, país que vai escolher os projetos para os próximos quatro anos para a melhoria das condições ambientais do arquipélago.

“A pandemia também nos ensinou que não se consegue falar sozinho de saúde humana. Falar de saúde humana é falar de saúde animal, de saúde ambiental, da manutenção e preservação da biodiversidade”, afirmou o ministro, o primeiro membro do Governo português a visitar Cabo Verde após as eleições legislativas no arquipélago, em abril.

Depois da assinatura do protocolo, João Matos Fernandes disse que as equipas técnicas serão desafiadas para trabalharem “muito depressa” para que em 01 de setembro próximo o dinheiro seja desembolsado e os projetos estejam a começar no terreno.

Gilberto Silva acrescentou que a nova agenda vai abranger projetos que têm a ver com o mar e que vão trazer um maior equilíbrio ecológico ao país, bem como maior adaptação às alterações climáticas e vencer o desafio da água.

“Temos aqui um leque de projetos que contribuem para a melhor administração do ambiente em Cabo Verde, para consolidação dos fundos ambientais enquanto instrumentos de política ambiental”, afirmou o ministro, dizendo que a primeira agenda teve uma boa execução.

Depois da assinatura do protocolo, os dois ministros visitaram os municípios de Santa Cruz e São Lourenço dos Órgãos, no norte da ilha de Santiago, e durante a tarde farão uma visita de cortesia ao primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva.

No sábado, deslocam-se à ilha do Maio, onde terão encontro com o presidente da Câmara local e visitas de terreno.

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