Confirmados 40 casos de infeção por Covid-19 em três fábricas de carne no Montijo

Confirmados 40 casos de infeção por Covid-19 em três fábricas de carne no Montijo

Depois da Avipronto, na Azambuja, com 104 trabalhadores infetados com Covid-19, este é já o segundo surto nestas indústrias alimentares.

Três fábricas de carne no Montijo têm 40 trabalhadores infetados com Covid-19. Os primeiros quatro casos confirmados surgiram nas empresas na quarta-feira, depois de terem apresentado temperaturas elevadas, o que levou a que fossem realizados testes em massa – aos trabalhadores das empresas e à sua rede de contactos.

À Renascença, o Presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, explica que os 40 trabalhadores “estão em isolamento domiciliário e assintomáticos” e que o número de casos se poderá explicar pela “mobilidade que os trabalhadores têm entre as três empresas”.

“As empresas de transformação de carne são empresas que fazem um trabalho essencial à população. Tiveram na linha da frente no abastecimento de comida aos portugueses e, portanto, foi um trabalho que nunca parou mesmo durante o isolamento maior da população portuguesa determinado pelo estado de emergência. Este caso resulta disso, mas resulta essencialmente da questão da mobilidade entre trabalhadores das três empresas”, explica.

As três fábricas continuam a operar normalmente, frisando o autarca que “as áreas onde houve maior incidência chegaram a estar encerradas mas, entretanto, depois dos testes, houve reabertura com todas as regras de segurança e com equipamento de proteção individual reforçado”.

De acordo com os dados da Direção-Geral da Saúde, neste momento o concelho do Montijo tem 79 pessoas infetadas, “um número reduzido que ainda assim não nos deve fazer descansar”, diz o autarca.

Segundo o Presidente da Câmara do Montijo, os 40 casos confirmados de Covid-19 nas três empresas não devem ser motivo de alarmismo para a restante população do concelho, tendo em conta que as autoridades de saúde “agiram rapidamente” e que foi possível “circunscrever os casos ao seu isolamento domiciliário”.

“Para tranquilizar as pessoas, posso dizer que são tudo casos felizmente importados. Não temos na nossa comunidade e no concelho do Montijo nenhuma cadeia ativa de transmissão. E estes casos foram imediatamente confinados ao seu isolamento domiciliário. Portanto, também esses casos estão hoje, de acordo com as regras e com a lei, obrigatoriamente em casa”, conclui.

Trabalhadores da indústria da carne deveriam ter sido protegidos como os da Saúde

Depois da Avipronto, na Azambuja, com 104 trabalhadores infetados com Covid-19, este é já o segundo surto nestas indústrias alimentares, o que leva Nuno Canta, autarca do Montijo, a alertar que “a mobilidade destes trabalhadores tem que ser mais acautelada”.

À Lusa, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal (SINTAB) defendeu este sábado que deviam ter sido tomadas medidas para proteger os trabalhadores da indústria da carne, tal como foi feito com os profissionais de saúde.

“Deveriam ter sido tomadas medidas em relação aos trabalhadores da indústria da carne, equivalentes às que foram tomadas para os enfermeiros, médicos, entre outros profissionais”, considerou Rui Matias, do SINTAB.

O artigo foi publicado originalmente em Rádio Renascença.

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