CATAA

[Fonte: Vida Rural]

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A Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB), criada em março de 2009, é uma associação pública de autarquias locais, que visa a prossecução conjunta das respetivas atribuições e a realização de interesses comuns aos municípios que a integram.

O âmbito geográfico da CIMBB integra a sub-região estatística portuguesa NUT III – Beira Baixa, compreende os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, e abrange uma população de 89.063 habitantes.

Situado no centro de Portugal junto à raia, o território da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa encerra em si uma vasta diversidade de elementos materiais e imateriais que lhe conferem, por um lado, uma forte unidade identitária e, por outro, uma diversidade ímpar, disseminada por cada município que a constitui: Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão.
A Beira Baixa ocupa a área de transição entre as serras da Estrela e da Gardunha com a planície alentejana, até ao vale do Tejo, sendo o seu clima de influência mediterrânico continental extremado, beneficiada agressividade invernosa dada pela proximidade das serras e conta com verões muito quentes e secos. Devido à sua posição geográfica, as caraterísticas edafoclimáticas da Beira Baixa proporcionam produtos alimentares únicos, aliados a uma tradição e saber-fazer seculares. É neste contexto que surge o Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos – PROVERE BEIRA BIAXA: TERRAS DE EXCELÊNCIA, que consiste na valorização dos produtos e produções agroalimentares deste território ímpar, com o objetivo de fomentar e incrementar a competitividade económica, por um lado, e de reforçar a identidade da marca Beira Baixa, associada a projetos competitivos, inovadores e com capacidade de internacionalização, por outro.
A diversidade e qualidade dos produtos e produções da Beira Baixa justificam, pois, a estratégia de trilhar um caminho que acrescente valor aos recursos endógenos e que reforce a sua ligação ao território de origem (CIMBB,2018).
A partir do Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos – PROVERE BEIRA BIAXA: TERRAS DE EXCELÊNCIA surge a marca “BEIRA BAIXA”, a qual tem como finalidade distinguir no mercado os produtos agroalimentares destinados ao consumo humano, os produtos de artesanato e serviços, que são produzidos ou prestados, elaborados ou transformados no território abrangido pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa – CIMBB, permitindo aos consumidores identificar a origem dos produtos de forma precisa.
Neste sentido e tendo por base o desenvolvimento de uma estratégia que visa a valorização dos recursos endógenos da Beira Baixa, com especial incidência no setor agroalimentar, a CIMBB apostou na criação de uma Montra de Produtos Beira Baixa com o objetivo de destacar e promover o que de melhor se produz nesta região.

  
O PROJETO PROVERE PACKAGING

Integrado no Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos – PROVERE Beira Baixa: Terras de Excelência, o projeto PROVERE PACKAGING teve como objetivo geral desenvolver um projeto de embalagem inovador no mercado nacional e internacional, dando realce aos produtos da região da Beira Baixa. Aliado a este propósito, desenvolveu-se a opção por uma temática de soluções sustentáveis e com um custo moderado, despertando o desejo de compra.
Enquanto objetivos específicos, o projeto PROVERE Packaging pretendeu conhecer o universo das embalagens inovadoras e das grandes marcas; Compreender o comportamento dos consumidores; Propor um conceito diferenciado tanto no produto como no uso do mesmo; Projetar através dos métodos de design uma embalagem moderna e ao mesmo tempo tradicional.
O projeto teve como promotor a Associação do Centro de Apoio Tecnológico Agroalimentar (CATAA) e visava a otimização de embalagens para 3 produtos “Beira Baixa: Terras de Excelência” no sentido de os tornar mais atrativos ao consumidor final, mantendo a autenticidade e a origem dos produtos e garantindo as condições de transporte necessárias à entrada em novos mercados nacionais e internacionais.
Foram identificados três produtos “Beira Baixa – Terras de Excelência”, com base no estudo do Projeto-âncora Nutrinforma para posterior desenvolvimento das embalagens inovadoras, em concreto Azeite, Mel e Queijo. Após a seleção dos produtos foram identificadas as características típicas dos produtos-alvo e estudo da sua integração nas embalagens a desenvolver, em concreto a identificação das características de cada produto, o estudo das tendências de consumo nesses produtos ao nível da embalagem, no mercado nacional e em 2 mercados internacionais (Alemanha e França).
Procedeu-se ao desenvolvimento das embalagens para os 3 produtos selecionados, com base nos resultados das ações anteriores, e em conjunto com os produtores “Beira Baixa – Terras de Excelência” através da realização de reuniões com os produtores dos produtos-alvo do projeto para articulação do desenvolvimento das embalagens com a indústria.
Com base nos protótipos obtidos, estes foram testados em mercados nacionais, no sentido de aferir a sua aceitação no mercado nacional e também promover os produtos nas suas novas embalagens, em eventos de relevância para o setor agroalimentar nacional.
Foi igualmente testado o resultado dos protótipos em mercados internacionais junto do consumidor final, em 2 mercados externos. Esta análise foi feita em duas Feiras Internacionais de grande relevância para o setor alimentar: IGW, Berlim 2018 e SIAL Paris 2018, onde foram apresentados os produtos nas suas novas embalagens e foi feito um estudo do impacto das mesmas nos mercados-alvo.
Após análise e validação de resultados nos mercados nacionais e internacionais, procedeu-se à divulgação do projeto junto dos produtores para envolvimento de massa crítica da área empresarial, bem como a divulgação e disseminação de resultados das atividades de inovação, em concreto a divulgação e promoção da utilização das embalagens desenvolvidas junto dos produtores, publicação de artigos e divulgação on-line do projeto e disseminação de resultados.
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O artigo CATAA foi publicado originalmente em Vida Rural

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