Caixas-ninho e hotéis para insetos são importantes na estratégia de combate a pragas

Caixas-ninho e hotéis para insetos são importantes na estratégia de combate a pragas

As caixas-ninho e hotéis para insetos podem ter uma importância decisiva para estimular a biodiversidade e o controlo de pragas nas explorações agrícolas.

O tema foi debatido no âmbito de uma conferência promovida pelo projeto Life Resilience, cofinanciado pelo programa LIFE da União Europeia, e cujo objetivo principal é a prevenção da Xylella fastidiosa em explorações de alta densidade de olival e amendoal.

Nesta sessão, vários especialistas analisaram a importância de investir em práticas sustentáveis ​​nas áreas de cultivo para promover o equilíbrio biológico no ecossistema e controlar as pragas de forma natural.

Carlos Ruiz, técnico do projeto LIFE Olivares Vivos (SEO / BirdLife), falou da utilização de caixas-ninho para recuperar a biodiversidade no olival e transformá-la em rentabilidade. Durante sua apresentação, comentou que “as aves precisam de seus habitats e precisam deles bem preservados. As caixas-ninho devem ser vistas como uma ferramenta complementar, tendo em consideração que nem todas as aves usam ninhos artificiais. Além disso, uma estratégia de recuperação da biodiversidade deve ter outras ações, como a manutenção e recuperação de coberturas herbáceas e a preservação ou criação de elementos da paisagem”.

Antonio Rubio, ambientalista da La Granja de Bitxos, referiu-se aos hotéis de insetos como “a imitação das galerias utilizadas pelos insetos no ambiente natural. Existem certos tipos de abelhas e vespas solitárias que aproveitam e adaptam buracos na madeira, galerias previamente cavadas por outros insetos, para usá-las como local de procriação”, frisou.

Já Teresa Carrillo, diretora do projeto Life Resilience, apresentou alguns exemplos práticos que vêm sendo realizados nas explorações demonstrativas do projeto para deter e controlar a bactéria Xylella fastidiosa, respeitando a biodiversidade e conservando o meio ambiente. “Estas práticas devem aumentar a biodiversidade e reduzir o consumo de água, a pegada de carbono e a incidência de pragas e doenças sem comprometer o desempenho da exploração agrícola”, comentou.

O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.

Comente este artigo
Anterior Cepinar: European forests - prosperous and healthy or in critical conditions?
Próximo Algas e larvas são “alimentos do futuro” para combater a desnutrição global, segundo um estudo

Artigos relacionados

Últimas

Seca: Barragem do Caia em Elvas assegura campanha de rega deste ano

A atual campanha de rega de culturas de primavera/verão está assegurada no perímetro da Barragem do Caia, em Elvas (Portalegre), podendo ainda ficar água armazenada para o ano, […]

Últimas

Faça Chuva Faça Sol – T.3 Ep.27

Nos últimos anos, graças a novas tecnologias e técnicas de cultivo, a uva de mesa ganhou outra dimensão. No Ribatejo, zona tradicional de produção, fica sedeada a Frutalmente, a única […]

Dossiers

OE2020: PEV propõe mais técnicos no ICNF e avaliação ambiental para aeroporto de Lisboa

Ecologistas começam já esta segunda-feira a apresentar propostas de alteração ao Orçamento nas áreas ambiental e social. […]