Bruxelas prevê impacto positivo até mil ME de acordos comerciais no setor agroalimentar

Bruxelas prevê impacto positivo até mil ME de acordos comerciais no setor agroalimentar

Os acordos comerciais concluídos ou em negociação pela União Europeia (UE) deverão ter um impacto positivo até mil milhões de euros na balança comercial agroalimentar em 2030, segundo um estudo da Comissão Europeia hoje publicado.

O estudo conclui que a aplicação acumulada dos 12 acordos de livre comércio (ALC) resultaria, em 2030, num aumento tanto das exportações como das importações agroalimentares da UE, com um crescimento ligeiramente superior das exportações.

Segundo um comunicado, isto aumentaria ainda mais a balança comercial agroalimentar positiva líquida da UE – já projetada para permanecer largamente positiva em 2030 – em entre 800 milhões de euros e mil milhões de euros, dependendo do cenário considerado (conservador ou ambicioso).

Além disso, os impactos na produção e nos preços ao produtor permaneceriam moderados, ou seja, as exportações agroalimentares da UE aumentariam de 2,8% a 3,3% em comparação com o cenário sem ALC, uma subida de 4,7 a 5,5 mil milhões de euros.

O estudo do Centro Comum de Investigação (JRC, na sigla inglesa) centra-se em 12 acordos comerciais, dos quais três já entraram em vigor (Canadá, Japão e Vietname), outros dois têm as suas negociações já concluídas (México e Mercosul) e os restantes estão em negociação ou fazem parte da agenda comercial da UE (Chile, Austrália, Nova Zelândia, Indonésia, Malásia, Filipinas e Tailândia).

No estudo do JRC foram considerados dois cenários, conservador e ambicioso, que diferem em termos dos pressupostos no que respeita à percentagem de linhas tarifárias que serão totalmente liberalizadas ao abrigo dos acordos (97% e 98,5% no cenário conservador e ambicioso, respetivamente) e a dimensão do corte tarifário para os produtos sensíveis, não liberalizados (25% e 50% no cenário conservador e ambicioso, respetivamente).

Isto corresponde ao aumento total das exportações agroalimentares da UE em 4,7 mil milhões de euros (conservador) e em 5,5 mil milhões de euros (ambicioso), e das importações agroalimentares totais em 3,7 mil milhões de euros (conservador) e 4,7 mil milhões de euros (ambicioso).

Para os acordos comerciais ainda não concluídos, os dois cenários baseiam-se numa liberalização tarifária total para uma grande maioria dos produtos e num corte parcial para as poucas linhas restantes, que representam os produtos sensíveis.

Para as negociações concluídas (Canadá, Japão, Vietname, México, Mercosul), o acordo foi modelado de acordo com o resultado negociado em ambos os cenários.

Para ambos os cenários, os resultados mostram um impacto positivo na balança comercial agroalimentar da UE até 2030.

Enquanto os parceiros comerciais da UE ganham acesso ao mercado da UE, também permite que as exportações da UE cresçam significativamente num horizonte de dez anos.

Estudo da Comissão conclui que os acordos comerciais têm um impacto positivo nos setores agroalimentares

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