Em reação às declarações do Senhor Ministro da Agricultura e Mar publicadas hoje pela ODigital, a APROSERPA – Associação de Produtores do Concelho de Serpa esclarece:
1. Sabemos somar. E também sabemos subtrair: rendimento é o que sobra depois de pagar o gasóleo, os adubos, as rações e os restantes custos de produção. O Senhor Ministro respondeu a uma pergunta sobre rendimentos com um total de subsídios. Apoio não é rendimento.
2. Os 28 milhões de euros são um total do concelho, não o que recebe cada agricultor. O próprio Ministro reconhece que «alguns agricultores não tiveram este apoio». Pedimos ao Ministério que divulgue a decomposição desse valor: por medida, por número de beneficiários e por dimensão das explorações, separando os apoios ao investimento e as ajudas extraordinárias.
3. Recusamos a acusação de que os que protestam são «os que recebem mais e produzem menos». Os agricultores que saíram à estrada a 2 de outubro trabalham no sequeiro, no olival tradicional, na pecuária extensiva e no montado. Produzem o que a terra e o clima permitem e mantêm o território vivo. Pequenos, médios ou grandes, somos todos agricultores.
4. Registamos que o Senhor Ministro reconhece agora que os 162 milhões de euros para 2027 resultam de uma reprogramação da PAC.
O convite mantém-se: venha a Serpa explicar, olhos nos olhos, as suas contas. O pedido de reunião da APROSERPA continua sem resposta.
Fonte: APROSERPA














































