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– 25-08-2004 |
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Agricultura : Produtores europeus ganham mais com a proibição de OGM Lisboa, 24 Ago Kym Anderson, do BM, Lee Ann Jackson, da OMC, e Richard Damania, da Universidade de Adelaide, procuraram determinar o que separa europeus e americanos no tema dos OGM. A produ��o de variedades geneticamente modificadas de milho, soja e colza j� representava em 2002 um quarto da área destas produ��es – quando em 1996 era zero – concentradas na Argentina, no Canad� e nos EUA. Nestes países, a produ��o daquelas variedades geneticamente modificadas equivale a 60 por cento do total. Ao contrário, a União Europeia (UE) decretou em 1998 uma moratéria sobre a produ��o e o com�rcio daqueles produtos no seu espaço, "ostensivamente em resposta a uma forte oposi��o de grupos de consumidores e outros agentes preocupados com os impactos potencialmente adversos na segurança alimentar e no ambiente". Uma consequ�ncia da proibição europeia foi a criação de dificuldades desta produ��o em países Também exportadores de produtos alimentares, como China, Z�mbia e Zimbabu�, receosos de perderem o acesso ao mercado da UE. Anderson, Jackson e Damania rejeitam o argumento convencional que explica a posi��o europeia com uma maior preocupa��o com o ambiente e uma menor confian�a nas entidades que garantem a qualidade alimentar. Apesar de aceitarem a exist�ncia de influ�ncia por parte de consumidores e ambientalistas na decisão europeia, estes economistas sublinham a relev�ncia da influ�ncia pol�tica por parte de grupos de interesse, em particular dos produtores. Durante a investiga��o rejeitaram o pressuposto de que os produtores europeus aceitariam produzir estes OGM perante a aus�ncia de constrangimentos governamentais. Em alternativa, os economistas conclu�ram que "as diferen�as nas vantagens comparativas [entre os produtores europeus e americanos] podem ser suficientes para explicar por que os europeus consideram ser racional rejeitar as tecnologias dos OGM". A vantagem comparativa de um país � o que subjaz � sua especializa��o internacional e acaba por determinar o padr�o de com�rcio internacional. A raz�o da oposi��o dos produtores europeus estaria assim em que estes ganham mais com a proibição desta produ��o do que com a sua permissão, por lhes faltar o dom�nio da tecnologia. Em subst�ncia, estes economistas concluem que a posi��o da UE sobre os OGM deve-se Também � oposi��o dos produtores europeus [a esta produ��o] e não s� apenas �s oposi��es dos grupos de consumidores e ambientalistas. Os autores reconhecem que lhes falta considerar a ac��o de "lobbying" por parte dos grupos de consumidores e ambientalistas, cuja influ�ncia se traduz mais por campanhas públicas de opini�o do que por pagamentos aos pol�ticos, bem como o papel "importante" das empresas de biotecnologia, "que t�m um interesse claro na promo��o dos OGM".
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