Agricultura: Alentejo a vender como nunca

Agricultura: Alentejo a vender como nunca

[Fonte: Tribuna Alentejo] Tudo o que se produz no Alentejo está a ser vendido a um ritmo impressionante! Sejam os porcos alentejanos, sejam os cereais, os frutos secos, o vinho, as uvas etc, tudo está a ser exportado como nunca antes aconteceu.

A maior parte da carne alentejana está a ser exportada para a China pela Maporal, com um matadouro em Reguengos de Monsaraz – fruto de requalificação de cerca de  seis milhões de euros  – e de onde estão a sair cerca de 150 toneladas de carne por semana – em redor de 150 mil animais por semana – valores que quase duplicam a exportação nacional de carne de porco e que representarão, em 2020, 100 milhões de euros de facturação, podendo este valor vir a aumentar.

Toda a produção deste matadouro vai diretamente para a China, um volume de trabalho que quase duplica o número de funcionários do matadouro e que atingirá, até final do ano, as 180 pessoas. Os responsáveis garantem – numa reportagem de Ana Sanlez, na Dinheiro Vivo, que só não vendem mais porque não têm.

Após 15 anos de Alqueva, as mudanças no Alentejo são ainda mais visíveis no que toca à agricultura, uma área que, segundo o ministro da pasta, Luís Capoulas Santos, é “à parte do turismo, o sector da economia que mais cresce e mais resistiu durante a crise”.

Com o Alqueva vieram, por agora, 120 mil hectares de regadio -serão mais 50 mil até 2022 –  com os olivais intensivos e superintensivos, frutos secos – com destaque para a amêndoa – frutas que “não se davam no Alentejo” como os frutos vermelhos, e até a canábis e a papoila branca, sendo que se preparam agora plantações de bambu, pistacho, algodão e abacate. A vinha triplicou a área e produz agora ainda mais vinho e uva de mesa.

O Alentejo tem mesmo o maior amendoal de toda a Europa. Já há amêndoa alentejana em todo o mundo e sua fama é já igual à californiana, de tal modo que a até a Fundação Eugénio de Almeida, conhecida pela produção de vinhos, também já se rendeu e dispõe de 140 hectares de amendoal, tendo também aumentado o investimento, essencialmente, na produção de vinho mas também de azeite.

Imagem de centralvalleyfarmscout.blogspot.com

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