Agricultores de milho do Norte do Vale do Tejo temem pela sustentabilidade das suas explorações agrícolas

Agricultores de milho do Norte do Vale do Tejo temem pela sustentabilidade das suas explorações agrícolas

A AGROTEJO – União Agrícola do Norte do Vale do Tejo, representativa da maioria dos agricultores produtores de milho no Norte do Vale do Tejo, face aos últimos desenvolvimentos e decisões do Ministério da Agricultura, manifesta grande preocupação pela sustentabilidade das inúmeras explorações agrícolas em que a cultura do milho é predominante.

Face á decisão de última hora do Ministério da Agricultura, de não considerar, na campanha de 2022, uma ajuda ligada naquela cultura e tendo em conta que com a reforma da PAC, os atuais valores de direitos de produção terão um valor inferior, a sustentabilidade e continuidade de muitas pequenas explorações agrícolas pode ser posta em causa.

Uma redução significativa dos montantes globais das ajudas no âmbito da PAC vai certamente acabar com um conjunto de pequenas explorações agrícolas de cariz familiar de grande importância para a manutenção do tecido económico de uma região que queremos viva, dinâmica e produtiva.

Esta decisão do Ministério da Agricultura contraria, não só a estratégia dos cereais aprovada em Conselho de Ministros, como contraria também as necessidades de autossuficiência de Portugal em milho.

Acreditamos que se não se verificarem alterações a esta última orientação do Ministério da Agricultura, grande parte das explorações agrícolas do Norte do Vale do tejo não terão condições de continuar, com normalidade, a sua atividade.

Com esta decisão o Ministério da Agricultura coloca ainda em causa os atuais níveis de autossuficiência do pais e a normal utilização de milho nos vários subsetores de alimentação humana e animal.

A redução drástica da área de milho na região da Agrotejo coloca totalmente em causa a sustentabilidade económica e social de centenas de famílias, ao não permitir alternativas viáveis aos agricultores, quer por razões de dimensionamento de mercado em culturas alternativas, quer pelo necessário know-how dos agricultores, quer, ainda, pelo enorme investimento de reconversão de equipamentos que acarretaria.

A Agrotejo, Associação representativa de cerca de 7500 ha de milho distribuídos por cerca de 300 agricultores, apela ainda a todas as Entidades Oficiais, no sentido da sensibilização para a gravidade que esta situação pode originar.

Golegã, 4 de agosto de 2021

A Direção

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