Açores alarga dias de caça ao Pombo-das-Rochas na ilha Terceira para minimizar impacto na agricultura

Açores alarga dias de caça ao Pombo-das-Rochas na ilha Terceira para minimizar impacto na agricultura

A Secretaria Regional da Agricultura e Florestas dos Açores, através da Direcção Regional dos Recursos Florestais, decidiu alterar o caderno venatório 2019/2020 na Ilha Terceira, permitindo a caça ao Pombo-das-Rochas todos os dias da semana, para minimizar os impactos desta espécie na agricultura.

A portaria hoje, 11 de Setembro, publicada em Jornal Oficial, que produz efeitos a partir de 1 de Setembro, aumenta o número de dias de caça ao Pombo-das-Rochas de quatro para sete dias por semana, mantendo, contudo, o mesmo número de peças que cada caçador pode caçar, ou seja, 50 pombos.

Espécie está a prejudicar agricultores

O Governo Regional justifica esta decisão com o facto desta espécie estar a prejudicar os agricultores terceirenses e as suas culturas, pelo que importava tomar medidas mitigadoras.

Deste modo, a portaria hoje publicada rectifica a portaria de 25 de Junho, referente ao calendário venatório para a Ilha Terceira entre 2019/2020.

Os calendários venatórios para as diferentes ilhas açorianas resultam da auscultação realizada aos parceiros do sector, reflectindo o consenso que foi alcançado entre todas as partes envolvidas neste processo, realça fonte do Executivo açoriano.

Equilíbrio biológico 

O Governo dos Açores tem como principal objectivo garantir que a gestão dos recursos cinegéticos seja feita de uma forma sustentável, no respeito pelos princípios da conservação da natureza e do equilíbrio biológico e em articulação com as restantes formas de exploração da terra.

A gestão dos recursos, além de se basear em estudos sobre a biologia e ecologia das espécies cinegéticas da Região e nos resultados de programas de monitorização de longa duração, que têm permitido perceber as variações na abundância das suas populações, “também tem em consideração a consulta das organizações de caçadores, agricultores, produtores florestais e de defesa do ambiente, assim como o resultado de inquéritos de opinião realizados aos caçadores durante as jornadas de caça”.

Agricultura e Mar Actual

O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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