A Coordenadora Europeia Via Campesina defendeu hoje que o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e a Austrália, que abrange setores como o açúcar, carne de bovino e borrego, carece de transparência e que não tem quotas definidas.
“As negociações carecem de transparência e as principais quotas de importação permanecem indefinidas”, avisou a organização da qual a portuguesa Confederação Nacional da Agricultura (CNA) faz parte.
Para o membro do comité coordenador da Via Campesina Andoni Garcia, a Comissão Europeia tem vindo a demonstrar, mais uma vez, “profunda desconexão” com o setor agrícola.
A organização assinalou que este acordo surge numa altura em que os agricultores europeus enfrentam a pressão económica e instabilidade geopolítica, em resultado da guerra no Irão e da consequente crise no Médio Oriente.
“Utilizar a agricultura como moeda de troca em acordos comerciais multissetoriais não só contradiz as recomendações do Diálogo Estratégico, como também representa uma afronta direta aos agricultores que lutam para garantir o seu sustento, bem como a soberania alimentar da Europa”, acrescentou Garcia.














































