A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) disse hoje que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) não prevê um reforço das verbas destinadas ao setor e exigiu respostas concretas e adequadas.
“A proposta de Orçamento do Estado para 2027 não prevê um verdadeiro reforço das verbas destinadas à agricultura, seja para responder à crise, seja para melhorar a capacidade de intervenção do próprio ministério”, apontou, em comunicado, a CNA.
Segundo apontou, a proposta tem um corte de 67% das verbas destinadas ao apoio à redução da carga combustível através do pastoreio.
A CNA sublinhou que este decréscimo põe em causa a instalação de novos pastores e o apoio ao pastoreio nos baldios.
Neste sentido, a confederação avisou que a realidade “é muito diferente da que o senhor ministro da Agricultura procura transmitir”.
Os agricultores exigem assim que o ministério tutelado por José Manuel Fernandes avance com respostas “concretas e adequadas” às necessidades dos agricultores
“Exige-se menos propaganda, menos bloqueios e o fim das identificações policiais daqueles que dão voz à agricultura familiar”, rematou.
O Governo entregou, em 08 de outubro, na Assembleia da República a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), antes do prazo previsto por lei.
A proposta de Orçamento prevê um crescimento da economia de 2,3% este ano e de 2,1% em 2027 e contas equilibradas este ano e um excedente de 0,1% em 2027.
Esta vai ser discutida e votada na generalidade entre 27 e 28 de outubro. A votação final global está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.















































