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– 25-09-2007 |
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�gua: Portugal tem as bacias hidrogr�ficas mais sobreexploradas da União EuropeiaNove das bacias hidrogr�ficas mais sobreexploradas da União Europeia encontram-se em Portugal, que ocupa os tr�s lugares cimeiros numa lista que revela as bacias europeias onde a procura de �gua excede a disponibilidade do recurso. Sado, Oeste e Algarve estáo no topo de um conjunto de 33 bacias hidrogr�ficas que evidenciam uma explora��o excessiva, analisadas num documento da Comissão das Comunidades Europeias sobre o impacto da escassez de �gua e as secas. Ave, Vouga, Tejo, Guadiana, Douro e Minho ocupam, respectivamente, os 6�, 9�, 13�, 16�, 19� e 21� lugares. A análise dos n�veis das bacias hidrogr�ficas � importante para obter um retrato adequado da situa��o de escassez de �gua. Uma bacia � considerada sobreexplorada quando o �ndice de explora��o de �gua � superior a 10 por cento ou identificado como tal com base numa avalia��o de peritos. Estas bacias representam uma área total de 460 mil quil�metros quadrados (cerca de 10 por cento da área total da União Europeia) e acolhem uma popula��o de 82 milhões de habitantes (cerca de 16,5 por cento da popula��o total). A maioria das bacias afectadas pela escassez de �gua situa-se no Sul da Europa, em regi�es com tend�ncia para serem mais secas e sujeitas a irriga��o intensiva No entanto, existem Também países do Norte e Centro afectados pela escassez de �gua, como o Reino Unido, B�lgica, Holanda, Dinamarca e Eslov�quia. A maioria destas bacias hidrogr�ficas apresenta uma elevada densidade populacional, em torno de centros urbanos. O relatério analisou Também a intensidade e frequ�ncia das secas nos �ltimos 30 anos, verificando-se que Chipre, Fran�a, It�lia, Portugal e Espanha foram os países que registaram maior frequ�ncia de secas entre 1976 e o presente, com 8 a 21 epis�dios por país. As secas mais recentes tiveram impactos significativos na economia e nos recursos naturais, estimando-se que os custos da seca de 2003 tenham atingido os 8,7 mil milhões de euros (estimativa das perdas directas resultantes da seca). O estudo alerta ainda para o impacto das altera��es clim�ticas, prevendo-se efeitos significativos sobre a disponibilidade de �gua na Europa Segundo este documento, existem v�rios factores subjacentes a estes problemas: a distribui��o espacial e temporal dos recursos (Malta, Chipre, Espanha, Fran�a e It�lia são os países com menos �gua), pol�tica de pre�os da �gua, planeamento e ordenamento do territ�rio, perdas/desvios de �gua, pressão tur�stica e usos agr�colas. Na Europa, existe grande potencial para a poupan�a de �gua, indica o relatério, lembrando que 20 por cento da �gua � desperdi�ada devido a perdas nas redes públicas de abastecimento e nas de irriga��o, pr�ticas desadequadas na ind�stria, etc. Globalmente, o relatério refere que na União Europeia o potencial de poupan�a de �gua � no m�nimo de 20 por cento, em todos os sectores (domestico, industrial, agr�cola e tur�stico). Na zona do Mediterr�neo, o potencial de poupan�a de �gua � ainda mais elevado, representando 45 por cento (123 quil�metros c�bicos por ano) face � procura previs�vel em 2025 (330 quil�metros c�bicos por ano). Esta avalia��o surge na sequ�ncia do Conselho do Ambiente de 09 de Março de 2006, quando alguns Estados-Membros apelaram para a adop��o de ac��es europeias em matéria de escassez de �gua e secas. A Comissão das Comunidades Europeias apresentou uma análise preliminar no Conselho de 27 de Junho de 2006 e, um ano depois, adoptou uma comunica��o sobre este problema, a qual se baseou neste relatério.
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