Xylella fastidiosa. Plano de contigência foi acionado

Em comunicado o Governo anuncia já ter sido acionado o Plano de Contingência Nacional que estabelece o conjunto de procedimentos destinados a garantir uma rápida e eficaz resposta em caso de deteção da Xylella fastidiosa em Portugal.

Num raio de 100 metros a partir da planta infetada (Zona Infetada) foram já destruídas mais de 200 plantas suscetíveis de hospedar a bactéria e estão já em curso as operações de prospeção num raio de 5 Km a partir do foco de deteção da bactéria (Zona Tampão).
Das mais de 400 amostras colhidas dentro da Zona Infetada, e analisadas até à última sexta-feira (18.01), apenas obtiveram resultado positivo amostras colhidas em lavandas (menos de 10% das amostras). Os serviços do Ministério da Agricultura (Direção Geral de Alimentação e Veterinária, Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas) estão agora a proceder à colheita de amostras e verificação de sintomas em plantas de espécies sensíveis à bactéria dentro da Zona Tampão.
Estas operações envolvem também os municípios de Vila Nova de Gaia e Gondomar, que estão em contacto permanente com os serviços do Ministério da Agricultura, por forma a articular a implementação das medidas do Plano de Contingência. Estas medidas incluem a divulgação de um folheto informativo indicando cuidados a ter com a movimentação de plantas ou partes de plantas que se destinem a plantação. O folheto será distribuído às populações abrangidas pela Zona Demarcada (Zona Infetada + Zona Tampão), em conjunto com a fatura da água. Será também implementada sinalética nas vias de comunicação, indicando a fronteira da Zona Demarcada.
A estas medidas e à intensificação da amostragem, correspondem outras medidas preventivas, de que é exemplo a proibição de compra e venda de espécies sensíveis à bactéria dentro da Zona Tampão. Ou seja, os operadores económicos estão impedidos de comercializar essas plantas.
Foi já identificada a estirpe da bactéria Xylella fastidiosa que infetou as plantas de lavanda. Trata-se da estirpe multiplex, que, apesar de poder afetar também oliveiras, não corresponde à estirpe que em Itália está a afetar milhares de hectares de olival, a estirpe pauca, cuja presença não foi identificada.
A bactéria Xylella fastidiosa é transmitida por um inseto vetor, o Philaenus spumarius (vulgarmente conhecido como cigarrinha-da-espuma), que se alimenta do xilema das plantas e cujo ciclo se inicia na primavera com a eclosão dos ovos, que se encontram depositados no solo durante o inverno. Ou seja, neste momento, o inseto vetor não está ativo, nem foi detetado em nenhuma forma na Zona Infetada, circunstância que ajuda a reduzir as possibilidades de propagação da doença, enquanto são tomadas medidas de combate.
As plantas de lavanda nas quais foi detetada a presença da bactéria foram produzidas no próprio jardim onde se encontravam (Jardim Zoológico de Santo Inácio), a partir de plantas ali existentes há mais de 10 anos. As  plantas onde a bactéria foi identificada não apresentavam sintomas de doença e foram imediatamente destruídas após o conhecimento do resultado positivo da análise.
De acordo com a mesma nota, desde 2014, ano em que entrou em vigor o Programa Nacional de Prospeção, foram realizadas 3.692 ações de inspeção e colhidas cerca de 2.600 amostras para prospeção. Os resultados das análises foram sempre negativos até agora.
Os serviços oficiais solicitam aos agricultores que estejam atentos aos sintomas da doença e informem os serviços do Ministério da Agricultura caso detetem nas plantas algum sintoma indicativo da possibilidade da presença da bactéria.
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O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo .

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