Vota Tâmega quer parar a construção de novas barragens

[Fonte: Agricultura e Mar]

A Vota Tâmega é uma campanha promovida pela associação ambientalista GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, no âmbito do projecto Rios Livres. A acção pretende sensibilizar os candidatos a presidente de câmara nas eleições autárquicas de Outubro de 2017 para o “impacto negativo” das novas barragens no Vale do Tâmega: Fridão, Daivões, Gouvães e Alto Tâmega.

“O Tâmega é o rio mais ameaçado do País. O principal objectivo da campanha Vota Tâmega é parar a construção das barragens do Vale do Tâmega (Fridão, Daivões, Gouvães e Alto Tâmega) que têm um custo estimado de 1,4 mil milhões de euros, valor a ser pago pelas famílias portuguesas através do aumento equivalente a 5% na factura de electricidade”, diz um comunicado da associações ambientalista.

“Durante vários dias trabalhámos para sensibilizar candidatos e candidatas a autarcas dos municípios afectados a assinarem a Declaração pelo Tâmega: documento que defende um rio limpo, sem poluição e sem novas barragens. Até ao momento, nenhum dos candidatos assinou a declaração”, acrescenta o mesmo comunicado.

Iniciada em Junho, a campanha continua em www.votatamega.com, sítio da Internet com uma infografia que mostra as 8 razões pelas quais “devemos parar a construção destas barragens”, explico GEOTA.

Caravana pelo Tâmega

Por se tratar de uma iniciativa multi-plataforma, entre 18 e 23 de Julho, arranca mais uma Caravana pelo Tâmega. Uma equipa do GEOTA vai passar por várias localidades para falar com as populações, informar sobre o tema e insistir que os candidatos a autarcas assinem a Declaração.

“Esta é a segunda Caravana pelo Tâmega. Percebemos na primeira edição, em Novembro de 2015, que muitos munícipes do Vale do Tâmega não concordavam com estas obras, nem se sentiam representados pelos autarcas. Em ano de eleições vamos explicar aos candidatos e candidatas o quão destrutivas são estas novas barragens e dar ferramentas a quem vota para agir”, explica Ana Brazão, coordenadora do Projecto Rios Livres – GEOTA.

Vota Tâmega pretende mostrar às candidaturas e às populações locais que uma barragem produz mais do que energia eléctrica. Na verdade, diz o GEOTA, este tipo de construções “tem impactes profundos a nível financeiro, ambiental e patrimonial, que não se justificam, uma vez que as barragens do Vale do Tâmega vão ser responsáveis pela inundação de mais de 1.856 hectares. Era como se a Ilha do Corvo, nos Açores, ficasse debaixo de água. Tudo isto para produzir cerca de 0,4% da energia consumida em Portugal”.

Dizem aqueles ambientalistas que “é por muitas destas razões que países como: Suécia, Reino Unido, Espanha, França e Estados Unidos já removeram mais de 4.955 barragens. No entanto, em Portugal, querem construir mais 5 barragens inúteis no Vale do Tâmega”.

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