Syngenta realiza evento sobre conservação do solo

Syngenta realiza evento sobre conservação do solo

[Fonte: ffl revista]

A 5 de Julho, tiveram lugar em Setúbal, na Bacalhoa Vinhos de Portugal, as “Jornadas Sustentabilidade e Conservação do Solo”, que visaram «aprofundar e partilhar conhecimentos sobre a adopção de boas práticas agrícolas para a conservação dos solos e a qualidade da água». Este evento foi promovido pela Syngenta, empresa que refere, em comunicado, que «a degradação dos solos é uma das maiores ameaças à agricultura» e que, na Península Ibérica, os principais problemas com que os agricultores se confrontam são «a escorrência, a compactação e o baixo nível de matéria orgânica».

Nestas jornadas, participou o especialista em solos Julio Roman Vasquez. O investigador da Universidade de Córdova, em Espanha, indicou algumas medidas de conservação do solo: a redução da intensidade de mobilização do solo ou a não mobilização, através da sementeira directa; o uso de pneus de baixa pressão nos tractores e máquinas agrícolas; a instalação de coberturas vegetais na entrelinha das culturas lenhosas (olival, vinha, etc.); a sementeira de margens funcionais nas bordaduras das parcelas e junto das linhas de água. Nas palavras de Julio Roman Vasquez, «estas boas práticas permitem reduzir a erosão (melhoria da estrutura e aumento da fertilidade do solo), mantêm a água no solo (evitando o arrastamento da matéria fértil), conduzem a poupanças de energia (menor necessidade de aplicação de adubos, menos gastos de combustível e menor desgaste das máquinas agrícolas) e contribuem para aumentar a biodiversidade (fauna e flora) na exploração agrícola».

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Decorreu ainda uma demonstração numa vinha do grupo Bacalhoa – empresa parceira da Syngenta na implementação de medidas de sustentabilidade agrícola –, situada no Poceirão. A demonstração consistiu em, «usando ferramentas simples e baratas», determinar a capacidade de escoamento e de infiltração da água no solo e o teor aproximado de matéria orgânica, bem como num teste comparativo entre um solo mobilizado e um solo com cobertura vegetal – onde «ficou comprovado que o segundo tem maior capacidade de absorção e de retenção da água». Para Julio Roman Vasquez, «é preciso desmistificar a ideia generalizada de que os solos lavrados absorvem e retêm mais água, pois na realidade é o inverso: um solo com cobertura vegetal, mais estruturado, serve de barreira à escorrência da água e dos sedimentos superficiais».

«Estas jornadas foram o início de um conjunto de acções de formação que a Syngenta vai realizar em Portugal sobre boas práticas de conservação do solo, em parceria com a Associação Portuguesa de Mobilização de Conservação do Solo (Aposolo), entidade com a qual temos uma visão comum sobre a importância de preservar os solos», explicou Francisco Garcia Verde, responsável de Sustentabilidade da Syngenta para a Península Ibérica. As duas entidades têm como objectivo «contribuir para aumentar a área de agricultura de conservação em Portugal, atualmente estimada em cerca de 40.000 hectares».

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