Revista Voz do Campo

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Revista Voz do CampoRevista Voz do CampoMostra Silves Capital da Laranja já começouPoda da Vinha em Curso de FormaçãoAzeite de Moura DOP reconhecido como Sabor do AnoHá “sangue novo” na citricultura algarviaAvaliação qualitativa do figo à colheitaAmeaça da Xylella fastidiosa domina Encontro com Cooperativas OlivícolasA produção de avestruzesEm Silves há espaço e vontade para crescer num setor histórico para o municípioAlgarorange. Um marco histórico para a fileiraIdeias eco-inovadoras? Há um concurso que as premeia503 Service Unavailable

http://vozdocampo.pt Revista do Setor Agrário Fri, 15 Feb 2019 13:00:02 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.0.3 http://vozdocampo.pt/wp-content/uploads/2017/02/cropped-favicon-transparente-32×32.png http://vozdocampo.pt 32 32 http://vozdocampo.pt/2019/02/15/mostra-silves-capital-da-laranja-ja-comecou/ Fri, 15 Feb 2019 12:59:16 +0000

Mostra Silves Capital da Laranja já começou


Foi inaugurada oficialmente hoje de manhã a Mostra Silves Capital da Laranja, uma iniciativa da autarquia para promover uma cultura icónica do município e que se prolonga até domingo. Para as 14 h do dia de hoje está programada a Conferência Laranja XXI e onde vão ser debatidos temas relacionados com a sanidade, rega e […]

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Foi inaugurada oficialmente hoje de manhã a Mostra Silves Capital da Laranja, uma iniciativa da autarquia para promover uma cultura icónica do município e que se prolonga até domingo.

Para as 14 h do dia de hoje está programada a Conferência Laranja XXI e onde vão ser debatidos temas relacionados com a sanidade, rega e a recém criada associação de operadores AlgarOrange.

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http://vozdocampo.pt/2019/02/15/poda-da-vinha-em-curso-de-formacao/ Fri, 15 Feb 2019 10:11:11 +0000

Poda da Vinha em Curso de Formação


A Escola Superior Agrária de Castelo Branco vai ser palco do Curso de Formação “Poda da Vinha”, num total de 4 horas de formação (das 09:00 às 13:00), no próximo dia 22 fevereiro de 2019 (sexta-feira). Este curso pretende atualizar conhecimentos e desenvolver as bases para uma poda racional da espécie e desenvolver competências na […]

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A Escola Superior Agrária de Castelo Branco vai ser palco do Curso de Formação “Poda da Vinha”, num total de 4 horas de formação (das 09:00 às 13:00), no próximo dia 22 fevereiro de 2019 (sexta-feira).

Este curso pretende atualizar conhecimentos e desenvolver as bases para uma poda racional da espécie e desenvolver competências na execução prática da poda. Destina-se a agricultores, técnicos da área e outros interessados nesta temática.

Depois da componente teórica com duração de 1 hora seguem-se três horas de componente prática na vinha da ESACB.

As inscrições estão abertas até 19 de fevereiro de 2019  podem ser realizadas aqui.

Os formandos, que têm de ter idade igual e superior a 18 anos, serão seleccionados por ordem de inscrição. O número de vagas disponíveis é limitado, pelo que a comunicação dos formandos admitidos e suplentes será efetuada dia 20 de Fevereiro.

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http://vozdocampo.pt/2019/02/15/azeite-de-moura-dop-reconhecido-como-sabor-do-ano/ Fri, 15 Feb 2019 10:00:41 +0000

Azeite de Moura DOP reconhecido como Sabor do Ano


O Azeite de Moura DOP Virgem Extra, da CAMB (Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos), foi, uma vez mais, reconhecido como Sabor do Ano, informa aquela Cooperativa em comunicado. Este reconhecimento (aprovado diretamente pelos consumidores, que, através de uma prova cega de degustação, o identificaram como um dos melhores azeites de Portugal), vem reforçar a […]

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O Azeite de Moura DOP Virgem Extra, da CAMB (Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos), foi, uma vez mais, reconhecido como Sabor do Ano, informa aquela Cooperativa em comunicado.

Este reconhecimento (aprovado diretamente pelos consumidores, que, através de uma prova cega de degustação, o identificaram como um dos melhores azeites de Portugal), vem reforçar a qualidade do Azeite de Moura DOP Virgem Extra, “que tem vindo a ser reconhecido tanto a nível nacional como internacional e que conquista agora, pelo quarto ano consecutivo, o título de Sabor do Ano”.

O Azeite de Moura DOP Virgem Extra da CAMB conjuga três cultivares de azeitona (galega, verdeal e cordovil).

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http://vozdocampo.pt/2019/02/15/ha-sangue-novo-na-citricultura-algarvia/ Fri, 15 Feb 2019 09:47:50 +0000

Há “sangue novo” na citricultura algarvia


Vera Sustelo é um bom exemplo da mudança que os citrinos algarvios estão a viver. Jovem, dinâmica, formada em engenharia agronómica, deu continuidade à atividade agrícola dos pais. Além do próprio pomar de 65 hectares ainda presta assessoria técnica, e desde 2008 trabalha também na empresa Frutarade (Silves). Esta década que já tem de experiência […]

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Vera Sustelo é um bom exemplo da mudança que os citrinos algarvios estão a viver. Jovem, dinâmica, formada em engenharia agronómica, deu continuidade à atividade agrícola dos pais. Além do próprio pomar de 65 hectares ainda presta assessoria técnica, e desde 2008 trabalha também na empresa Frutarade (Silves).

Esta década que já tem de experiência no terreno permite-lhe olhar para trás e verificar uma grande evolução no setor, sobretudo devido ao que chama de “sangue novo”. Este rejuvenescimento está a contribuir para que os pomares sejam de maior dimensão, com mais apoio técnico, logo, mais eficientes e produtivos. Por outro lado, o consumidor final tem mais garantias sobre a qualidade da fruta que adquire, nomeadamente porque as colheitas são feitas de acordo com a maturação da produção. Este ponto faz-se notar também no aumento da procura de citrinos para exportação.
Apesar deste trilho positivo há dificuldades que persistem e outras novas que vão surgindo. O primeiro entrave que Vera nos aponta é a dificuldade em conseguir mão de obra, uma situação que em seu entender só poderá ser menorizada com mais mecanização e melhores salários. A falta de água ainda não é um problema mas com as mudanças que o clima está a sofrer é muito provável que venha a verificar-se no futuro, com períodos de seca cada vez mais frequentes, por isso é preciso tomar medidas agora. Do ponto de vista sanitário, existe a ameaça de novas pragas que podem afetar o sector e, para além disso, das já existentes é problemática a falta de substâncias ativas eficazes para fazer o respetivo combate. Paralelamente, é sabido que o consumidor procura cada vez mais produtos sem resíduos, um desafio que deverá ser considerado.

Nova Associação pode trazer o associativismo que faltava
Outra preocupação são os furtos da fruta. Além da perda direta os produtores acreditam que muita dessa fruta acaba vendida à beira das estradas, sem qualquer controlo, numa verdadeira ameaça à segurança alimentar porque podem muito bem estar à venda laranjas que no dia anterior foram sujeitas a tratamentos agroquímicos.
A jovem engenheira técnica aborda também a questão do associativismo, que pouco ou nada mudou nas últimas décadas, depositando agora esperança na associação que está a ganhar forma  (AlgarOrange). Acredita que o seu sucesso vai passar sempre pelas principais centrais fruteiras na defesa dos citrinos do algarve. “Efetivamente a falta de organização do setor, no que se refere à concentração da oferta, continua a ser um dos maiores pontos fracos. Paralelamente, existe um esmagamento dos preços como resultado da grande concentração da distribuição”.

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 223 (fevereiro 2019)

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http://vozdocampo.pt/2019/02/14/avaliacao-qualitativa-do-figo-a-colheita/ Thu, 14 Feb 2019 10:04:25 +0000

Avaliação qualitativa do figo à colheita


O figo, fruto da figueira (Ficus carica L) é originário da região do Mediterrâneo, sendo um dos frutos mais consumidos desde a Antiguidade. Estamos perante um fruto muito apreciado pelas suas características nutricionais e gastronómicas, com a vantagem adicional de poder ser consumido tanto em fresco, como em seco, possibilitando inúmeras formas de apresentações culinárias. […]

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O figo, fruto da figueira (Ficus carica L) é originário da região do Mediterrâneo, sendo um dos frutos mais consumidos desde a Antiguidade. Estamos perante um fruto muito apreciado pelas suas características nutricionais e gastronómicas, com a vantagem adicional de poder ser consumido tanto em fresco, como em seco, possibilitando inúmeras formas de apresentações culinárias. No entanto, durante algum tempo permaneceu um pouco “esquecido”, ou em segundo plano relativamente a outros frutos frescos, mas o reconhecimento da sua elevada qualidade como alimento veio despertar novamente o interesse pelo seu consumo.
Relativamente à sua composição nutritiva, o figo fresco, apresenta um teor elevado de água, que pode variar entre 80 e 85% do peso bruto do fruto. Embora apresente um alto teor calórico face ao seu elevado conteúdo de açúcares, é um fruto muito rico em fibras e em minerais como o cálcio, magnésio e potássio, o que lhe confere características nutricionais recomendáveis para uma alimentação equilibrada. O figo é também caracterizado por conter teores razoáveis de vitaminas C, B1 e B2 e provitamina A. Assim, o seu consumo em quantidades moderadas constitui uma excelente opção para uma dieta saudável.
Com o objetivo de melhorar a qualidade e produtividade dos figueirais através da modernização das técnicas culturais utilizadas e da eficiente utilização do solo, recentemente foi criado o Grupo Operacional GoFigoProdução, financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020. Entre as técnicas culturais avaliadas destacam-se a fertilização, a poda e a manutenção do coberto vegetal natural.
Assim, após a colheita, os frutos são analisados em laboratório com o intuído de avaliar o efeito das diferentes técnicas culturais na qualidade dos mesmos. Os parâmetros analisados são aqueles considerados de maior importância pelos consumidores, que no caso do figo são o tamanho, a cor da epiderme e da polpa, o sabor e a consistência.
Relativamente à cor da epiderme, este fruto apresenta diferentes tonalidades, que estão relacionadas com a cultivar e o grau de maturação. Os mais comuns são os “figos brancos”, com tonalidades que vão desde o esverdeado ao amarelado, e os “figos pretos” que apresentam tons entre o violáceo ou roxo, e o negro. Além da medição da cor, realizada mediante a utilização de um colorímetro, são avaliados o peso, a altura e o diâmetro equatorial dos frutos (Figura 1).

Figura 1 – Determinação de parâmetros biométricos do fruto (Fotos: Joana Afonso)

O teor em sólidos solúveis totais (SST) é outro parâmetro muito importante no momento de aferir a qualidade dos figos, já que está diretamente correlacionado com o sabor. Os SST indicam o conteúdo em açúcares totais do fruto, que no caso do figo são a sacarose, a glucose e a frutose, sendo a glucose o açúcar que se encontra em maior proporção. A determinação dos SST do sumo do fruto é realizada mediante um refratómetro e os valores são expressos em graus Brix (ºBx), sendo que 1ºBx equivale a 1 g de açúcar por 100 gramas de solução (sumo). O conteúdo em SST depende do grau de maturação e da cultivar. Por exemplo, um figo maduro da cultivar “Pingo de mel” contem entre 20 e 25 ºBx, enquanto um figo “Preto de Torres Novas” pode alcançar valores de 22 a 32 ºBx. Assim, 100 gramas de fruto fresco podem conter entre 20 e 32 gramas de açúcar, o que equivale a cerca de 4-6 pacotes de açúcar de café. Tendo em conta que o açúcar maioritário é a glucose, o figo constitui um excelente alimento para todas aquelas pessoas que precisem de um aporte extra de energia, como é o caso de grávidas, crianças e adolescentes, desportistas e pessoas com elevada atividade física e intelectual, já que ajuda a evitar situações de fadiga.
O outro indicador de qualidade dos figos é a consistência ou dureza, que p

Figura 2 – Determinação da dureza dos frutos (Foto: Joana Afonso)

ode variar entre mole, firme ou duro. A determinação da dureza baseia-se na compressão do fruto e medição da força aplicada, avaliada através de um equipamento específico, o texturómetro (Figura 2). Este parâmetro varia com a cultivar e é influenciado pelo grau de maturação do fruto, embora outros fatores, como as condições climáticas antes da colheita, possam influenciar também a consistência dos figos.

Para cada variedade, devem de ser determinados valores para os diferentes parâmetros de qualidade mencionados, o que permitirá estabelecer a data ótima de colheita. Por sua vez, esta data deverá ser também definida consoante o tipo de utilização e o destino que se dará ao fruto, isto é, para consumo em fresco ou seco, ou para mercado interno ou exportação. É de salientar também que a conservação dos frutos durante o período de de pós-colheita estará fortemente condicionada pela qualidade dos frutos à colheita.

Claudia Sánchez
Doutora em Biologia
Investigadora Auxiliar do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, IP) na área de Qualidade e Fisiologia de Pós-Colheita.
claudia.sanchez@iniav.pt

Autoria foto 1: Rui Maia de Sousa

Publicado na Voz do Campo n.º 220 (novembro 2018)

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http://vozdocampo.pt/2019/02/13/ameaca-da-xylella-fastidiosa-domina-encontro-com-cooperativas-olivicolas/ Wed, 13 Feb 2019 10:47:56 +0000

Ameaça da Xylella fastidiosa domina Encontro com Cooperativas Olivícolas


A Fenazeites – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores, associada da CONFAGRI, realiza no próximo dia 15 de fevereiro, um encontro com as Cooperativas Olivícolas em Trás-os-Montes para discutir o futuro perante a ameaça da Xylella fastidiosa e as alterações no regime contributivo dos trabalhadores independentes O Encontro, que conta com o apoio da […]

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A Fenazeites – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Olivicultores, associada da CONFAGRI, realiza no próximo dia 15 de fevereiro, um encontro com as Cooperativas Olivícolas em Trás-os-Montes para discutir o futuro perante a ameaça da Xylella fastidiosa e as alterações no regime contributivo dos trabalhadores independentes

O Encontro, que conta com o apoio da Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros, terá lugar pelas 10h00, no Centro Cultura de Macedo de Cavaleiros,  e tem como objetivo identificar alguns dos problemas mais urgentes do setor olivícola e fazer um levantamento de propostas a apresentar ao Governo.

Representando 11% da produção nacional, o azeite de Trás-os-Montes tem um peso económico bastante significativo na região. A qualidade destes azeites é mundialmente reconhecida, as suas características fazem dele um produto único, e os inúmeros prémios conquistados têm aumentado o seu prestígio, sobretudo no mercado internacional. Este produto pode contribuir para aumentar as exportações do país, desde que se consiga manter a dinâmica no setor e o empenho dos produtores.

Assim, o debate contará com a presença de vários profissionais relevantes para este setor e, em particular, neste tema: o Presidente da Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros, Luís Rodrigues; a Secretária-Geral Adjunta da CONFAGRI, Aldina Fernandes; a Sub-Diretora Geral da DGAV, Paula Cruz de Carvalho; o Coordenador Financeiro da CONFAGRI, Albino Alves, a Secretária-Geral da Fenazeites, Patrícia Falcão Duarte; o Presidente da Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Murça, Francisco Vilela e o Presidente do Conselho Fiscal da Cooperativa dos Olivicultores de Valpaços, Fernando Mourão Vieira. A sessão de encerramento será da responsabilidade do Presidente da Fenazeites, Aníbal Martins.

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http://vozdocampo.pt/2019/02/13/a-producao-de-avestruzes/ Wed, 13 Feb 2019 10:28:26 +0000

A produção de avestruzes


A avestruz (Struthio camelus) é uma espécie de grande porte, sem capacidade de voo e bastante veloz (50-80 km/h), pertencente à classe das aves e ao grupo das ratites. O seu habitat natural caracteriza-se por espaços abertos com amplo campo de visão. Encontra-se em zonas desérticas e arenosas, assim como na savana típica ou parcialmente […]

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A avestruz (Struthio camelus) é uma espécie de grande porte, sem capacidade de voo e bastante veloz (50-80 km/h), pertencente à classe das aves e ao grupo das ratites. O seu habitat natural caracteriza-se por espaços abertos com amplo campo de visão. Encontra-se em zonas desérticas e arenosas, assim como na savana típica ou parcialmente arborizada.

Existem quatro subespécies de avestruzes: a do Norte de África (S. camelus camelus), que se encontra nas zonas do Saara e do Sahel e a sul das Montanhas do Atlas; a da Somália (S. camelus molybdophanes), que habita no nordeste africano; a da África do Sul (S. camelus australis), que existe a sul do continente africano, a partir do Zambeze; e a dos Massais (S. camelus massaicus), existente na áfrica oriental, no Quénia e parte da Tanzânia. Uma outra subespécie, já extinta, a avestruz Arábica (S. camelus syriacus), habitava as regiões do Médio Oriente.
Explorada inicialmente pelas suas plumas, a avestruz constitui uma espécie animal cujos produtos de alta qualidade, tais como pele, carne, penas e ovos, constituem uma fonte de rendimento para as diversas explorações existentes.
A produção mundial teve início em meados do século XIX na África do Sul, tendo atingido o seu apogeu em 1896.

O aparecimento da incubadora artificial contribuiu fortemente para a expansão desta atividade, atingindo-se um efetivo de cerca de 1 milhão de exemplares.

Em 1916, o efetivo sofreu uma redução drástica para menos de metade, atingindo um mínimo de 25.500 animais em 1930. Em 1945, verificou-se uma melhoria do setor, como consequência da diversificação da produção, sobretudo carne seca ao sol. Durante a década de 60, deu-se um novo desenvolvimento, com a grande procura de pele a nível mundial. Apesar da política protecionista da África do Sul, ao regular o comércio externo mediante um sistema de autorizações à exportação, o número de reprodutores existente noutros países foi suficiente para permitir um desenvolvimento rápido do setor.
A nível europeu, a indústria de avestruzes está em plena expansão. Em 1995, o número de explorações estimava-se entre 280 e 600 e o número de reprodutores entre 5.000 e 9.000 exemplares. A balança comercial traduz um predomínio das importações comunitárias.

Em Portugal, as primeiras avestruzes datam de 1989, oriundas da namíbia.  Em 1995, foi fundada a Associação Nacional de Criadores de Avestruzes de Portugal (ANCAP), com o intuito de defender os interesses do setor junto das autoridades oficiais.

Comercialmente, as avestruzes são conhecidas por três tipos: «Red-Neck», que inclui as subespécies do Norte de África e dos Massais, em que os machos apresentam pele de tonalidade avermelhada e são as aves de estatura e porte mais elevado; «Blue-Neck», do qual fazem parte as subespécies da Somália e da África do Sul, em que os machos têm uma tonalidade azulada, sendo mais resistentes e têm uma maior taxa de sobrevivência dos recém-nascidos; e «African Black», resultante do cruzamento seletivo entre a subespécie da África do Sul e as subespécies do Norte de África e Arábica, que são mais dóceis e têm posturas mais elevadas.
As perspetivas económicas são incentivadoras face à grande procura de produtos primários (pele e carne) e secundários (plumas e ovos), para além da comercialização de reprodutores.
De entre os diversos produtos obtidos, a pele é o que representa maior valor económico, correspondendo a cerca de 75% do rendimento total. Este facto deve-se às suas excelentes características de durabilidade, flexibilidade e resistência.


A carne desta espécie é de primeira qualidade, atendendo ao seu baixo teor de gordura e colesterol, elevado coeficiente de digestibilidade e boa palatabilidade. Os animais destinados à produção de carne são abatidos aos 12-14 meses de idade, com um peso entre 90 e 100 kg. O rendimento de carcaça varia entre os 35-45 kg.
A produção de penas é considerada como uma atividade complementar. São retiradas a partir dos 14 meses de idade, com intervalos de 9 ou 10 meses, sendo utilizadas na indústria têxtil.
Os ovos férteis são utilizados para reprodução, enquanto que os inférteis podem servir para a alimentação humana ou, então, para artesanato e joalharia.

Pedro Fontes Sampaio
Direção Regional de Agricultura
Secretaria Regional de Agricultura e Pescas
Região Autónoma da Madeira

Publicado na Voz do Campo n.º 220 (novembro 2018)

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http://vozdocampo.pt/2019/02/13/em-silves-ha-espaco-e-vontade-para-crescer-num-setor-historico-para-o-municipio/ Wed, 13 Feb 2019 10:02:28 +0000

Em Silves há espaço e vontade para crescer num setor histórico para o município


Destacar e promover a citricultura que se faz no concelho são apenas dois dos propósitos da 3.ª Mostra Silves Capital da Laranja que decorre de 15 a 17 de fevereiro. Depois de alguns anos em estagnação, ultimamente a área de citrinos no concelho tem aumentado exponencialmente, sendo um dos setores económicos mais importantes, com cerca […]

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Destacar e promover a citricultura que se faz no concelho são apenas dois dos propósitos da 3.ª Mostra Silves Capital da Laranja que decorre de 15 a 17 de fevereiro. Depois de alguns anos em estagnação, ultimamente a área de citrinos no concelho tem aumentado exponencialmente, sendo um dos setores económicos mais importantes, com cerca de 2200 produtores, ocupando uma área de mais de 6000 hectares. Entretanto foi também criada a marca “Laranjas de Silves” e a própria autarquia tem assumido um papel de parceiro junto dos agricultores, colaborando de forma institucional na vontade de elevar o nome de Silves como a referência nacional dos citrinos.

O concelho de Silves é há longos anos visto como local de produção de citrinos e, em particular, de laranjas de grande qualidade, identificadas em muitos locais como “Laranjas de Silves” e associadas à doçura, quantidade de sumo e delicadeza de aromas excecionais. À nossa reportagem a presidente do município, Rosa Palma, avança igualmente que esta atividade representa a cultura mais importante do concelho, e depois de alguma estagnação, nos últimos anos tem vindo a crescer e “encontra-se hoje em grande expansão, com novos investimentos ao abrigo de ajudas comunitárias, como é o caso do antigo Proder e presentemente com o PDR 2020”.

Rosa Palma identifica como a principal dificuldade sentida pelos agricultores a comercialização a preços competitivos. “Assim e face ao reconhecimento e importância deste produto singular, o atual executivo camarário promoveu a criação e registo da marca “ Silves Capital da Laranja”, que procurará promover o património e o território, associando o produto laranja à sua história, qualidades organoléticas e importância no mercado, provocando assim um maior interesse nacional e internacional no consumo das nossas laranjas”. Desta forma, a autarquia espera contribuir de forma decisiva para que a comercialização dos produtos possa ser assunto integrante da agenda do setor e, simultaneamente que ao agir desta forma e dando visibilidade ao produto, possa contribuir para o aumento de interesse e de consumo do mesmo.
Por outro lado, considera-se que caso exista por parte dos produtores medidas ligadas ao associativismo e uma boa estratégia de marketing, este produto que é de excelência facilmente entrará nos mercados nacionais e internacionais como uma laranja de excelência. Por isso mesmo, a Mostra pretende ser um local que promove encontros, sinergias, que permite o debate e o conhecimento das novidades do sector e que aproxima os produtores entre si, das instituições ligadas à atividade e do próprio público, de modo a que melhor se saiba o que se vai fazendo e o que diz respeito à citricultura.
Sobre as novidades que vão sendo introduzidas na produção a autarca verifica que o agricultor de hoje, ciente dos custos associados à produção, tem modernizado muito os seus pomares utilizando técnicas que otimizem os seus fatores de produção, como é o caso da rega de precisão, assim como a utilização de novas espécies e mecanização.
Já em relação aos subprodutos, tem existido uma grande aposta na utilização da laranja para a indústria de transformação (existe uma unidade de produção de concentrado de sumo de laranja no concelho), assim como têm surgido novas indústrias de transformação, nomeadamente ligadas à produção de licores e de doçaria tradicional.
A autarquia tem assumido um papel de parceiro junto dos agricultores, colaborando de forma institucional na vontade de elevar o nome de Silves como a referência nacional dos citrinos. Somos parceiros e facilitadores no processo de dar a conhecer o produto e a sua excelência.
A Mostra Silves Capital da Laranja é um exemplo disso. Nela, o Município promove tudo o que de bom existe na área dos citrinos, promovendo o já mencionado espaço de encontro.

Publicado na Voz do Campo n.º 223 (fevereiro 2019)

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http://vozdocampo.pt/2019/02/13/algarorange-um-marco-historico-para-a-fileira/ Wed, 13 Feb 2019 09:46:18 +0000

Algarorange. Um marco histórico para a fileira


Há muito que a necessidade de organização no setor citrícola algarvio é tema presente na fileira e as intenções materializam-se agora na AlgarOrange – Associação de Operadores de Citrinos do Algarve – que se assume de cariz profissional referente apenas a este segmento. Formada em agosto passado está a dar os primeiros passos mas os […]

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Há muito que a necessidade de organização no setor citrícola algarvio é tema presente na fileira e as intenções materializam-se agora na AlgarOrange – Associação de Operadores de Citrinos do Algarve – que se assume de cariz profissional referente apenas a este segmento.

Formada em agosto passado está a dar os primeiros passos mas os objetivos estão bem definidos: promover os citrinos do Algarve sobretudo a nível internacional. Para já estão programadas várias participações em eventos como a III Mostra da Laranja em Silves e a Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, entre outras iniciativas ligadas aos citrinos.
Formada por nove operadores – Cacial, Frusoal, Frutalgoz, Frutas Martinho, Frutas Tereso, Frutas Machorro e Filhos, Frutas Lurdes e Filhas, Frutas Matinhos e Parafrutas – está aberta à adesão de outros operadores com a esperança de que venha a tornar-se um marco para a citricultura do Algarve, confidencia José Oliveira, presidente da direção daAssociação constituída pela CACIAL, Frutalgoz e Frutas Tereso.
Nesta fase, o objetivo principal da Associação é a promoção, divulgação e valorização dos citrinos do Algarve, fundamentalmente virada para o exterior. E apesar de a expectativa ser a melhor também não há ilusão de que venha a ser um trabalho fácil, “uma vez que na história do setor citrícola do Algarve os seus intervenientes têm trabalhado de forma muito individualizada”. Acredita-se que agora estejam reunidas as condições para criar uma dinâmica de união de esforços. “Já se faz exportação mas o sentimento é que há condições para fazer muito mais. Se há empresas que já fazem esse trabalho individualmente, em conjunto será muito mais fácil”, assegura o presidente, ao mesmo tempo que assume também a qualidade dos citrinos do Algarve como um dado consensual. Ora, se têm características que podem diferenciar-se é isso que a AlgarOrange quer dar a conhecer “até porque enquanto região produtora não tem possibilidade de competir com outros produtores em termos de quantidade, nomeadamente Espanha, sendo a localização periférica um fator que imediatamente encarece o transporte do produto. Logo, resta-lhe batalhar pela qualidade e centrado em mercados específicos, pela diferenciação e valorizando a IGP que já existe”.
Olhando mais para a produção José Oliveira diz ser notório que tem havido investimento e algum apoio à instalação. Mas, da experiência que tem, a atual campanha não começou bem, desde logo porque iniciou-se mais tarde do que o habitual, devido às condições climáticas (falta de chuva, falta de frio …) e a primeira fruta que foi para o mercado não estaria ainda nas condições ideais de consumo, levando a um refreamento da compra. A comercialização da fruta no ponto ideal atrasou-se e agora (meados de janeiro) há muita fruta para comercializar sem que o mercado reaja positivamente.

Publicado na Voz do Campo n.º 223 (fevereiro 2019)

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http://vozdocampo.pt/2019/02/13/ideias-eco-inovadoras-ha-um-concurso-que-as-premeia/ Wed, 13 Feb 2019 09:26:06 +0000

Ideias eco-inovadoras? Há um concurso que as premeia


Prémio ECOTROPHELIA incentiva estudantes do ensino superior a desenvolverem produtos inovadores para o setor agroalimentar. Candidaturas estão abertas até 3 de abril. As candidaturas para a 3ª edição do Prémio ECOTROPHELIA Portugal, iniciativa que promove a eco-inovação, o empreendedorismo e a competitividade no setor agroalimentar, desafiando estudantes do ensino superior a desenvolverem produtos alimentares diferenciados, […]

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Prémio ECOTROPHELIA incentiva estudantes do ensino superior a desenvolverem produtos inovadores para o setor agroalimentar. Candidaturas estão abertas até 3 de abril.

As candidaturas para a 3ª edição do Prémio ECOTROPHELIA Portugal, iniciativa que promove a eco-inovação, o empreendedorismo e a competitividade no setor agroalimentar, desafiando estudantes do ensino superior a desenvolverem produtos alimentares diferenciados, já estão abertas e decorrem até dia 3 de abril. A PortugalFoods, associação que representa o setor agroalimentar e organizador do prémio no país, está a percorrer as universidades e institutos de norte a sul dando a conhecer o galardão e em busca de ideias inovadoras e sustentáveis.

O ECOTROPHELIA Europe conta já com 19 edições e decorre em 17 países, nomeadamente Alemanha, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Lituânia, Reino Unido, Roménia, Sérvia e ainda Portugal, onde acontece há três anos. A nível internacional, contou já com a participação de mais de 4.000 estudantes de mais de 500 instituições de ensino, resultando em mais de 860 produtos desenvolvidos e mais de 80 produtos industrializados ou comercializados, contando com o apoio de cerca de 2.000 empresas. Em Portugal, em duas edições, o prémio envolveu mais de 150 estudantes, mais de 20 entidades do sistema científico-tecnológico e mais de 20 empresas, tendo sido desenvolvidos 32 produtos.

Para os meses de fevereiro e março, a organização tem preparado um roadshow pelo país, onde espera encontrar talentosos concorrentes ao prémio. Na sexta-feira, dia 15, marcará presença na Faculdade de Ciências do Porto, cidade onde volta no final do mês. Entretanto, passará por Lisboa e por Beja. Outros pontos de paragem serão anunciados brevemente pela organização.

Após a fase de candidatura, os projetos que se inscreverem passarão  pelo olhar atento de profissionais de diferentes áreas, que irão avaliar a ideia e o potencial do projeto para o setor. O júri é encabeçado por Vergílio Folhadela, da RAR Holding, também embaixador do prémio.

Os interessados têm até dia 3 de abril para apresentar as suas candidaturas e os 10 finalistas da edição de 2019 serão conhecidos a 15 de abril. A competição nacional e cerimónia de entrega do galardão decorrerá no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, a 21 de maio, e o grande vencedor terá a oportunidade de representar o país a nível europeu. A competição internacional terá lugar nos dias 6 e 7 de outubro, em Colónia, na Alemanha, no âmbito da ANUGA, feira internacional do setor de alimentos e bebidas.

Datas do roadshow:
12 de fevereiro – Instituto Politécnico de Viana do Castelo – ESTG
15 de fevereiro – Universidade do Porto – Faculdade de Ciências
26 de fevereiro – Instituto Superior Agronomia, Lisboa
27 de fevereiro – Escola Superior de Biotecnologia, Católica Porto
01 de março – Universidade Nova de Lisboa: Nova Medical School
01 de março – Instituto Politécnico de Beja

Mais informações aqui.

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