Por onde passam os caminhos da Sustentabilidade?

Por onde passam os caminhos da Sustentabilidade?

[Fonte: Syngenta]

A conferência AgroIN, organizada pela revista Vida Rural, a 10 de Abril, na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, reuniu um painel de empresas e investigadores do setor agrícola e várias centenas de participantes num debate alargado sobre temas como Inovação, Economia Circular e novas tendências agroalimentares. A Syngenta patrocinou o evento e participou numa apresentação a duas mãos com a Sogrape sobre Intensificação Sustentável.

João Vasconcellos Porto, diretor de Viticultura da Sogrape, um dos principais grupos vitivinícolas com mais de 900 hectares de vinha em Portugal e uma faturação anual de 220 milhões de euros, garantiu que é possível aumentar a produtividade das vinhas e a rentabilidade da empresa e simultaneamente trabalhar em prol da sustentabilidade ambiental. Entre os seus inúmeros projetos destaca-se o Operation Pollinator, realizado em parceria com a Syngenta, através do qual aumentou a quantidade e a diversidade de insetos polinizadores nas vinhas instalando margens multifuncionais que servem de refúgio e alimento a esta fauna auxiliar. «O Operation Pollinator foi uma experiência ganha, e com custos reduzidos, iniciámo-lo numa quinta no Douro e alargámo-lo a outras quintas do grupo», afirmou João Vasconcellos Porto.

Felisbela Torres de Campos, Regulatory & Corporate Affairs Lead for Portugal da Syngenta, explicou que o projeto Operation Pollinator decorre há 10 anos em Portugal em parceria com várias explorações agrícolas visando incrementar a sua biodiversidade. Os objetivos têm sido cumpridos e mesmo superados, resultando inclusive na identificação de novas espécies de insetos auxiliares em algumas quintas aderentes. «O nosso próximo objetivo é trazer o Operation Pollinator para a cidade para dar a conhecer as boas práticas do sector agrícola à opinião pública, porque é crucial tornar o mundo rural mais atrativo para os jovens, através de tecnologia e de comunicação», revelou.

A responsável da Syngenta sublinhou também a necessidade que o setor agrícola tem de acelerar a inovação para responder aos crescentes desafios que os agricultores enfrentam em todo o mundo e às novas expectativas da sociedade e apresentou os resultados do The Good Growth Plan, o plano de sustentabilidade da Syngenta.

Outros dos projetos que a Sogrape desenvolveu em parceria com a Syngenta foi a instalação do sistema Héliosec em algumas das suas quintas para reduzir o potencial impacto ambiental dos tratamentos fitossanitários das vinhas. O sistema desenvolvido pela Syngenta destina-se à lavagem de pulverizadores e tratamento dos efluentes fitossanitários. Na Sogrape 99,8% dos resíduos resultantes da atividade de campo e das adegas são valorizados, explicou João Vasconcellos Porto. Em 2015 e 2016 a Sogrape foi eleita a melhor empresa produtora de vinhos do mundo pela associação internacional de críticos e jornalistas de vinhos e bebidas espirituosas e em 2019 recebeu o conceituado prémio BRIT- International Award of Excellence in Sustainable Winegrowing com as suas marcas Casa Ferreirinha e a Sandeman.

Agricultura inovadora e sustentável

Ao longo da conferência várias empresas e entidades partilharam as suas experiências de gestão sustentável dos recursos e adesão às práticas de economia circular. A Cooperfrutas, cooperativa de produção de pera e maçã em Alcobaça, contou como conseguiu reduzir a dependência de fontes de energia convencionais e diminuir a pegada de carbono instalando painéis fotovoltaicos para produção de energia através do sol na sua central fruteira, onde também aposta na compostagem dos sub-produtos orgânicos gerados durante o processo de receção e calibragem da fruta. Preocupações ambientais que capitaliza promovendo a marca Cooperfrutas através de uma estratégia de “marketing verde”.

A Comissão Vitivinícola do Alentejo e duas empresas de vinhos da região, Adega Cooperativa Borba e o Monte da Capela, falaram do programa de sustentabilidade pioneiro que desde 2014 junta produtores de vinho alentejano na partilha e implementação das melhores práticas na vinha e na adega.

Também do Alentejo veio Pedro Salema, presidente da EDIA- Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva, para apresentar o projeto URSA-Unidades de Recirculação de Subprodutos de Alqueva. Trata-se de uma rede de unidades de valorização de subprodutos orgânicos por compostagem, usando restos de podas e outros resíduos entregues por agricultores da região, que em troca recebem o fertilizante orgânico resultante da compostagem, para aplicação no solo e reabilitação gradual das diversas funções ambientais que este desempenha.

Outro exemplo de economia circular aplicada à agropecuária revelado no AgroIN é o projeto da empresa portuguesa Entogreen que usa a mosca soldado negro como bio-conversora de resíduos vegetais, obtendo dois produtos para alimentação animal – concentrado proteico e óleo de inseto – e um fertilizante orgânico para solos agrícolas.

Da parte da investigação, o INESC TEC, centro de ciência aplicada sediado no Porto, apresentou o seu trabalho na área da Floresta 4.0 ou floresta de precisão, onde a inteligência artificial (robótica, sistemas de transporte inteligentes sem condutor) e outras tecnologias, como sensores e realidade aumentada, ajudam a construir uma visão integrada da floresta até produto final (a madeira), melhorando o desempenho económico e ambiental desta atividade. Por seu turno, o Instituto Superior de Agronomia partilhou com os conferencistas o projeto DAIRY-4-FUTURE que visa preparar as explorações leiteiras para a redução de custos e diminuição das emissões de gases com efeito de estufa.

A última mesa redonda do dia foi dedicada ao mercado agroalimentar em mudança, onde os novos canais de venda e novos hábitos de consumo impõem desafios crescentes a toda a cadeia de valor. Participaram no debate a rede de supermercados Mercadona, o canal de vendas online Comida Independente, a associação Portugal Fresh e o chef João Rodrigues.

Um dos pontos altos do AgroIn foi a atribuição dos Prémios Vida Rural que distinguem há 7 anos diversas pessoas e projetos que marcam pelo seu pioneirismo, inovação orientada para a sustentabilidade, partilha e parceria, conforme explicou a diretora da revista Vida Rural, Isabel Martins.

———————-

Sobre a Syngenta

A Syngenta é uma das empresas líderes no setor agrícola. A nossa ambição é contribuir para a segurança alimentar mundial, ao mesmo tempo que cuidamos do planeta. A nossa proposta de valor é melhorar a sustentabilidade, a qualidade e a segurança da agricultura, através de investigação de ponta e de soluções inovadoras para as culturas agrícolas. Com 28.000 funcionários em mais de 90 países, trabalhamos para transformar a forma de produzir plantas. Através das nossas parcerias, colaboradores e do

Good Growth Plan assumimos um compromisso com a melhoria da produtividade das culturas agrícolas, a recuperação dos solos em degradação, o incremento da biodiversidade e a revitalização das comunidades rurais.

Para obter mais informações visite: www.syngenta.pt | Youtube https://www.youtube.com/user/SyngentaPT

Twitter: https://twitter.com/syngentapt | Facebook: https://www.facebook.com/pg/SyngentaPTG

Comente este artigo

O artigo Por onde passam os caminhos da Sustentabilidade? foi publicado originalmente em Syngenta.

Anterior AGRONET – Inovação Agrícola/Florestal através da digitalização e das redes sociais - 8 de maio - ESA Ponte de Lima
Próximo PDR 2020. Candidaturas a apoios a instalação de vinhas podem ser feitas até 15 de Maio

Artigos relacionados

Últimas

Missão continente apoia projetos relacionados com a alimentação

A Missão Continente acaba de lançar uma nova iniciativa, a atribuição de Donativos Missão Continente, que tem por objetivo identificar, selecionar e apoiar projetos de âmbito local ou nacional, relacionados com a Alimentação, nas áreas da Alimentação Saudável, Desperdício Alimentar ou Inclusão Social. Podem participar organizações nacionais, […]

Comunicados

Comunicado de imprensa – Parlamento Europeu quer reforçar controlo dos citrinos que entram na UE

Os citrinos importados para a UE devem ser sujeitos a controlos fitossanitários mais rigorosos para prevenir a propagação de pragas, como a mancha negra, aos pomares de citrinos europeus, defendeu hoje o Parlamento Europeu. Os eurodeputados contestam a revisão proposta pela Comissão dos anexos da diretiva sobre a proteção das plantas, […]

Comunicados

Veracruz investe €50 milhões em amendoal na beira baixa.

O grupo luso-brasileiro está a instalar-se em 2 mil hectares no Fundão e em Idanha-a-Nova. Objetivo é chegar aos 5 mil hectares de amendoeiras e exportar 70% da produção. […]