Pedrógão: EDP considera que acusação a colaboradores “não tem fundamento”

Pedrógão: EDP considera que acusação a colaboradores “não tem fundamento”

[Fonte: O Jornal Económico]

A EDP Distribuição considerou esta sexta-feira que “não tem fundamento” a acusação a dois colaboradores pela falta de limpeza da vegetação junto a linhas elétricas, apesar de pronunciados no processo do incêndio de 2017 com início em Pedrógão Grande.

Segundo uma nota da EDP Distribuição, a acusação que recai sobre dois dos seus colaboradores “restringe-se unicamente à alegada falta de limpeza da vegetação junto às linhas elétricas”.

“A EDP Distribuição reafirma que tal acusação não tem fundamento, uma vez que efetuou vigilâncias regulares sobre as linhas elétricas e interveio na vegetação, cumprindo todas as suas obrigações de forma a garantir a qualidade de serviço e a segurança da rede”, salientou a empresa.

O juiz de instrução do Tribunal de Leiria decidiu levar a julgamento 10 dos 13 arguidos no processo que visa apurar responsabilidades criminais do incêndio que teve início em Pedrógão Grande, em 2017, que provocou 66 mortos.

A empresa distribuidora de energia elétrica alegou que, no seu entendimento, “não podem ser imputadas responsabilidades criminais aos seus colaboradores” e “reitera a total confiança” no trabalho desenvolvido por si e pelas suas equipas operacionais.

A EDP Distribuição recordou que, “em sede de inquérito sobre a causa do incêndio, foi afastada a hipótese da ignição estar na origem da rede elétrica”.

Dos 13 arguidos do processo, o juiz de instrução decidiu pronunciar, remetendo para julgamento, os então presidentes dos municípios de Castanheira de Pera, Fernando Lopes, de Figueiró dos Vinhos, Jorge Abreu, e de Pedrógão Grande, Valdemar Alves.

Na sequência do debate instrutório, o tribunal decidiu ainda levar a julgamento a então engenheira florestal no município de Pedrógão Grande Margarida Gonçalves; o comandante dos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, Augusto Arnaut; o subdiretor da área comercial da EDP José Geria; o subdiretor da área de manutenção do Centro da mesma empresa, Casimiro Pedro; e três arguidos com cargos na Ascendi Pinhal Interior: José Revés, António Berardinelli e Rogério Mota.

O juiz decidiu não pronunciar o comandante distrital de operações de socorro de Leiria à data dos factos, Sérgio Gomes, o segundo comandante distrital, Mário Cerol, e José Graça, então vice-presidente da Câmara de Pedrógão Grande.

O incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e que alastrou depois a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, tendo destruído cerca de 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e 50 empresas.

Comente este artigo

O artigo foi publicado originalmente em O Jornal Económico.

Anterior Workshop – A transformação digital nos processos de qualidade e segurança alimentar - 27 de junho - Leiria
Próximo Douro Vineyards, o resto é paisagem

Artigos relacionados

Dossiers

Bruselas tiene ya un proyecto de reglamento con medidas transitorias para prorrogar la PAC actual


La Comisión Europea ha preparado ya una propuesta de reglamento con medidas transitorias para prorrogar ciertas disposiciones de la PAC actual a la vista de que la reforma que se discute en Bruselas no estará […]

Nacional

Mais cinco milhões de euros para combater vespa asiática

O Parlamento aprovou esta terça-feira apoios para a deteção, controlo e destruição de ninhos e colónias de vespa asiática.
A proposta dos “Verdes” […]

Nacional

Governo anuncia investimento de “60 milhões de euros em regadio para todo o país”

[Fonte: O Jornal Económico]

O Governo acaba de anunciar o lançamento de um novo investimento de “60 milhões de euros em regadio para todo o país”, […]