Pau-de-cabinda? Compre enquanto pode. Europa proíbe a sua utilização

[Fonte: Agricultura e Mar]

O pau-de-cabinda, Pausinystalia yohimbe (K. Schum) Pierre ex Beille é conhecido como o Viagra dos pobres. Mas os pobres da União Europeia vão ter de procurar outras soluções para aumentar o seu desejo e performance sexual.

A Comissão Europeia acaba de colocar o pau-de-cabinda na lista dos alimentos proibidos. É assim desde 25 de Abril.

Tinha já sido pedido pela Comissão Europeia, ao Painel dos Aditivos Alimentares e Fontes Nutricionais adicionadas aos Alimentos, da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), um parecer científico sobre a avaliação da planta Pausinystalia yohimbe (K. Schum) Pierre ex Beille) de acordo com o artigo 8 do Regulamento (CE) nº 1925/2006 sobre a adição de vitaminas e minerais e outras substâncias aos alimentos.

Suplementos alimentares

Este pedido decorreu da preocupação de um dos Estados-membros sobre a possibilidade de existirem efeitos nocivos associados com a ingestão de preparações de “Yohimbe” (Pau-de-Cabinda) por exemplo em suplementos alimentares.

Em particular foi pedido à EFSA para rever os dados científicos existentes sobre a possível relação entre a ingestão desta planta e os efeitos nocivos na saúde, e para dar aconselhamento sobre o “nível de ingestão máxima tolerável” para o “Pau-de-Cabinda” para a população em geral, e para sub-grupos da população.

Na falta do “nível de ingestão máxima tolerável”, foi pedido ao Painel para aconselhar sobre a ingestão diária de “Pau de Cabinda”que não apresenta risco para a saúde humana.

Dose diária?

Em 3 de Julho de 2013, a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos adoptou um parecer científico sobre a avaliação da segurança da utilização de pau-de-cabinda. Concluiu que a caracterização química e toxicológica da casca de pau-de-cabinda e suas preparações utilizadas nos alimentos com origem no pau-de–cabinda não é adequada para tirar conclusões acerca da sua segurança enquanto ingredientes em alimentos.

Assim, não foi possível à Autoridade proporcionar aconselhamento acerca de uma dose diária de casca de pau-de- cabinda e das suas preparações que não seja preocupante para a saúde humana.

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